O presente texto nasce das experiências desenvolvidas no âmbito do projeto de extensão: “Por um currículo intercultural na formação continuada de professores(as) do campo”, desenvolvido com professores da rede pública de ensino do município de Moju -Pa, o qual constituiu-se em uma experiência que reconhece os diferentes modos de produzir a vida e suas formas de existir nos territórios ribeirinhos, de várzea, do quilombo e de estradas e ramais,. Teve como objetivo promover ações educativas em articulação com os saberes/fazeres do território, produzidos na relação com as vivências dos sujeitos do campo, em diálogo com os princípios da agroecologia. Teoricamente, ancoramos a proposta em Dussel (1993), Freire (1999), Arias (2009, 2010a), Arroyo (1994, 2014), Candau (2009, 2016), Castro-Gomes (2005) e Dias (2023). Utilizamos uma metodologia colaborativa, a partir da Ciranda do Currículo com ênfase na Cartografia Social. Destacamos como resultados a elaboração do Eco Mapa de Saberes produzido pelas crianças das escolas/comunidades participantes; a elaboração de recursos pedagógicos produzidos a partir do uso de elementos regionais e locais que contribuíram para a implementação de práticas curriculares contextualizadas; o exercício de práticas outras que emergem do chão das comunidades quilombolas e ribeirinhas do território de quilombola de Jambuaçú, como elementos que fazem sentido e significado para a vivência de práticas curriculares que visibilizam o cotidiano de vida dos/as estudantes. Concluímos que a formação continuada de professores/as do campo precisa ser pensada a partir do chão das escolas/comunidades campesinas, enraizadas pela lógica temporal e organizacional dessas comunidades, articulando os saberes e as experiências que as crianças produzem no cotidiano de suas vivências. Desse modo, constatamos que ocorreu a inversão da lógica colonial de produção do conhecimento para a experiência do giro decolonial em que os sujeitos, em comunhão, protagonizam novas possibilidades formativas.
O IV SEMINÁRIO SOCIOAMBIENTAL ANGOLA - BRASIL: EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE, TECNOLOGIAS E SAÚDE é uma iniciativa de pesquisadores de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil e de Angola que integram a Rede Internacional de Extensão Universitária – RIEU. Nesta quarta edição, que ocorreu no Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe (ISCED-Sumbe), fizeram parte da equipe as seguintes instituições brasileiras: UTFPR, UEMS, USP, UFTM, UFBA, UENF, IFRJ em parceria com IES angolanas: Universidade do Namibe (UNINBE), Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (ISPCS), Instituto Superior de Ciências da Educação do Sumbe (ISCED) e Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI) - por meio de seus docentes e discentes de graduação e pós-graduação, inclusive da área interdisciplinar.
INSTRUÇÕES GERAIS PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS
Foram aceitos apenas trabalhos inéditos, redigidos em língua portuguesa, que estejam em conformidade com o template disponibilizado. Devem ser observadas as seguintes orientações: espaçamento simples; fonte Times New Roman, tamanho 12; extensão entre 200 e 300 palavras. O resumo devia conter, obrigatoriamente, os seguintes elementos: objetivo, metodologia (tipo de estudo, local, público-alvo), resultados e conclusão, os quais devem ser apresentados de forma clara e precisa. O texto deverá ser digitado de modo a não desconfigurar o template. Serão aceitos até cinco autores por trabalho (incluindo o autor principal), sendo obrigatório que o autor principal esteja inscrito no evento. Cada autor poderá submeter até 2 trabalhos como apresentador. Os trabalhos poderão ser apresentados na modalidade apresentação oral ou pôster. Foram aceitos apenas trabalhos submetidos via plataforma Doity.
COMISSÃO ORGANIZADORA
Comissão Científica
seminariobrasilangola@gmail.com