Este trabalho discute o uso de um recurso pedagógico bilíngue como estratégia de inclusão de estudantes surdos e ouvintes em turmas de 7º anos do Ensino Fundamental da Amazônia Tocantina, visando fortalecer práticas educacionais mediante a articulação entre educação ambiental, ensino bilíngue e variação linguística. Trata-se da construção do Miniglossário de Sinais sobre o meio ambiente amazônico, idealizado para ampliar o repertório linguístico dos alunos em uma perspectiva colaborativa de aprendizagem, permitindo-lhes conhecer, vivenciar e interagir com duas línguas oficiais que veiculam no Brasil: a Língua Portuguesa e a Língua Brasileira de Sinais. Logo, a realização desta pesquisa justifica-se pela escassez de materiais didáticos que integrem educação bilíngue e educação ambiental na educação básica. Assim, o estudo adota uma abordagem qualitativa, desenvolvida conforme a pesquisa-ação, na qual o processo de construção do Miniglossário de Sinais conta com a participação ativa dos estudantes em todas as etapas, desde a seleção de lexias relacionadas ao meio ambiente amazônico até a validação e registro dos sinais correspondentes; culminando na socialização pedagógica do material junto às turmas participantes. Destarte, consideram-se as contribuições de Quadros (1997), que destaca a importância do bilinguismo na educação de alunos surdos; de Labov (2008), que compreende a variação da língua como fenômeno social e variável; de Barbosa (2009), que aponta o léxico e a cultura ao conjunto de unidades lexicais de uma língua e ao conjunto de manifestações do cotidiano de um povo expressas pelo léxico e de Pilatti (2017), que favorece o protagonismo discente em seu processo de aprendizagem. Como resultados, espera-se que a construção do Miniglossário de Sinais fortaleça o engajamento dos estudantes, amplie a consciência linguística, cultural e ambiental e promova práticas pedagógicas mais inclusivas, evidenciando a valorização das línguas que veiculam no Brasil e as especificidades linguísticas encontradas no ambiente escolar e na Amazônia Tocantina.
O IV SEMINÁRIO SOCIOAMBIENTAL ANGOLA - BRASIL: EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE, TECNOLOGIAS E SAÚDE é uma iniciativa de pesquisadores de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil e de Angola que integram a Rede Internacional de Extensão Universitária – RIEU. Nesta quarta edição, que ocorreu no Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe (ISCED-Sumbe), fizeram parte da equipe as seguintes instituições brasileiras: UTFPR, UEMS, USP, UFTM, UFBA, UENF, IFRJ em parceria com IES angolanas: Universidade do Namibe (UNINBE), Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (ISPCS), Instituto Superior de Ciências da Educação do Sumbe (ISCED) e Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI) - por meio de seus docentes e discentes de graduação e pós-graduação, inclusive da área interdisciplinar.
INSTRUÇÕES GERAIS PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS
Foram aceitos apenas trabalhos inéditos, redigidos em língua portuguesa, que estejam em conformidade com o template disponibilizado. Devem ser observadas as seguintes orientações: espaçamento simples; fonte Times New Roman, tamanho 12; extensão entre 200 e 300 palavras. O resumo devia conter, obrigatoriamente, os seguintes elementos: objetivo, metodologia (tipo de estudo, local, público-alvo), resultados e conclusão, os quais devem ser apresentados de forma clara e precisa. O texto deverá ser digitado de modo a não desconfigurar o template. Serão aceitos até cinco autores por trabalho (incluindo o autor principal), sendo obrigatório que o autor principal esteja inscrito no evento. Cada autor poderá submeter até 2 trabalhos como apresentador. Os trabalhos poderão ser apresentados na modalidade apresentação oral ou pôster. Foram aceitos apenas trabalhos submetidos via plataforma Doity.
COMISSÃO ORGANIZADORA
Comissão Científica
seminariobrasilangola@gmail.com