O presente trabalho analisa as problemáticas socioambientais presentes no bairro Chicolândia, localizado em Abaetetuba, a partir da perspectiva do racismo ambiental e das representações socioespaciais construídas no contexto urbano amazônico. Parte-se da compreensão de que populações periféricas e historicamente marginalizadas estão mais expostas à precariedade da infraestrutura urbana, à ausência de saneamento básico e aos riscos ambientais, evidenciando processos de exclusão territorial e injustiça socioambiental. O objetivo da pesquisa consiste em analisar como o racismo ambiental se manifesta nas condições socioambientais do bairro Chicolândia e de que maneira essas problemáticas são representadas no cotidiano da população local. O estudo possui abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada nos estudos sobre produção do espaço, percepção ambiental e justiça socioambiental. Os procedimentos metodológicos envolveram levantamento bibliográfico, análise documental, observação direta em campo e registros fotográficos das condições socioambientais do bairro. Os resultados revelam precariedade na infraestrutura urbana, marcada pela ausência de saneamento básico, deficiência no sistema de drenagem e recorrência de alagamentos, fatores que atingem principalmente populações socialmente vulnerabilizadas. Observou-se ainda a presença de descarte inadequado de resíduos sólidos e ocupações em áreas suscetíveis a inundações, evidenciando processos de segregação socioespacial e exclusão territorial. Além disso, constatou-se que a recorrência dessas problemáticas contribui para sua naturalização no cotidiano da população, reforçando processos de invisibilização das desigualdades ambientais. Conclui-se que o racismo ambiental se manifesta tanto na distribuição desigual da infraestrutura urbana quanto nas formas de invisibilização das vulnerabilidades socioambientais em áreas periféricas. Assim, o estudo contribui para a compreensão das desigualdades socioambientais em contextos urbanos amazônicos, evidenciando a importância de integrar justiça socioambiental, planejamento urbano e participação social na construção de políticas públicas mais inclusivas.
O IV SEMINÁRIO SOCIOAMBIENTAL ANGOLA - BRASIL: EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE, TECNOLOGIAS E SAÚDE é uma iniciativa de pesquisadores de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil e de Angola que integram a Rede Internacional de Extensão Universitária – RIEU. Nesta quarta edição, que ocorreu no Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe (ISCED-Sumbe), fizeram parte da equipe as seguintes instituições brasileiras: UTFPR, UEMS, USP, UFTM, UFBA, UENF, IFRJ em parceria com IES angolanas: Universidade do Namibe (UNINBE), Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (ISPCS), Instituto Superior de Ciências da Educação do Sumbe (ISCED) e Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI) - por meio de seus docentes e discentes de graduação e pós-graduação, inclusive da área interdisciplinar.
INSTRUÇÕES GERAIS PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS
Foram aceitos apenas trabalhos inéditos, redigidos em língua portuguesa, que estejam em conformidade com o template disponibilizado. Devem ser observadas as seguintes orientações: espaçamento simples; fonte Times New Roman, tamanho 12; extensão entre 200 e 300 palavras. O resumo devia conter, obrigatoriamente, os seguintes elementos: objetivo, metodologia (tipo de estudo, local, público-alvo), resultados e conclusão, os quais devem ser apresentados de forma clara e precisa. O texto deverá ser digitado de modo a não desconfigurar o template. Serão aceitos até cinco autores por trabalho (incluindo o autor principal), sendo obrigatório que o autor principal esteja inscrito no evento. Cada autor poderá submeter até 2 trabalhos como apresentador. Os trabalhos poderão ser apresentados na modalidade apresentação oral ou pôster. Foram aceitos apenas trabalhos submetidos via plataforma Doity.
COMISSÃO ORGANIZADORA
Comissão Científica
seminariobrasilangola@gmail.com