Na Amazônia brasileira, o comercio de carbono retrata um antigo processo de mercantilização que transforma os benefícios da natureza em mercadoria, ignorando a soberania das comunidades tradicionais. Com foco nessa questão este artigo teve como objetivo analisar de que forma esse comércio contribui para a mercantilização dos territórios de comunidades tradicionais na Amazônia brasileira discutindo seus impactos socioambientais. Para isso, o estudo centrou-se em pesquisar as comunidades tradicionais afetadas por tais projetos. A metodologia adotada foi uma revisão bibliográfica qualitativa, baseada na análise de artigos científicos, livros, relatórios, entre outros documentos legais sobre mercado de carbono, mercantilização da natureza e direitos territoriais. Os resultados indicam que, embora essa ferramenta se apresente como estratégia de mitigação das mudanças climáticas e geração de renda, sua implementação frequentemente impõe restrições ao uso tradicional do território, fragiliza a autonomia comunitária, estimula conflitos internos, amplia desigualdades e favorece práticas como a grilagem verde. Além disso, evidencia-se que a floresta passa a ser tratada como ativo financeiro, desconsiderando seu valor sociocultural e simbólico. Contudo contatou-se que, sem marcos regulatórios sólidos, consulta prévia, e respeito aos direitos territoriais, o comércio de carbono pode reproduzir novas formas de colonialismo e aprofundar injustiças históricas.
Palavras-chave: Mercadoria, Povos, Clima
O IV SEMINÁRIO SOCIOAMBIENTAL ANGOLA - BRASIL: EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE, TECNOLOGIAS E SAÚDE é uma iniciativa de pesquisadores de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil e de Angola que integram a Rede Internacional de Extensão Universitária – RIEU. Nesta quarta edição, que ocorreu no Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe (ISCED-Sumbe), fizeram parte da equipe as seguintes instituições brasileiras: UTFPR, UEMS, USP, UFTM, UFBA, UENF, IFRJ em parceria com IES angolanas: Universidade do Namibe (UNINBE), Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (ISPCS), Instituto Superior de Ciências da Educação do Sumbe (ISCED) e Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI) - por meio de seus docentes e discentes de graduação e pós-graduação, inclusive da área interdisciplinar.
INSTRUÇÕES GERAIS PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS
Foram aceitos apenas trabalhos inéditos, redigidos em língua portuguesa, que estejam em conformidade com o template disponibilizado. Devem ser observadas as seguintes orientações: espaçamento simples; fonte Times New Roman, tamanho 12; extensão entre 200 e 300 palavras. O resumo devia conter, obrigatoriamente, os seguintes elementos: objetivo, metodologia (tipo de estudo, local, público-alvo), resultados e conclusão, os quais devem ser apresentados de forma clara e precisa. O texto deverá ser digitado de modo a não desconfigurar o template. Serão aceitos até cinco autores por trabalho (incluindo o autor principal), sendo obrigatório que o autor principal esteja inscrito no evento. Cada autor poderá submeter até 2 trabalhos como apresentador. Os trabalhos poderão ser apresentados na modalidade apresentação oral ou pôster. Foram aceitos apenas trabalhos submetidos via plataforma Doity.
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