AGROBIODIVERSIDADE E CONSERVAÇÃO DA MANDIOCA (MANIHOT ESCULENTA CRANTZ) NA COMUNIDADE QUILOMBOLA BAIXO ITACURUÇÁ: VARIEDADES ATIVAS E EROSÃO GENÉTICA

  • Autor
  • VANILSON SANTOS DA SILVA
  • Co-autores
  • FABRICIA COUTO ARAÚJO
  • Resumo
  • O presente estudo teve como objetivo identificar as variedades ativas e não ativas de mandioca cultivadas na comunidade quilombola Baixo Itacuruçá zonal rural do município de abaetetuba, pará, direcionado especificamente aos agricultores familiares. A investigação foi conduzida no próprio território da comunidade, reconhecendo a importância do contexto local para a compreensão da agrobiodiversidade. Como estratégia metodológica complementar ao questionário semiestruturado, empregou-se a técnica de turnê guiada, conforme preconizado por Albuquerque et al. (2010), onde os próprios agricultores atuaram como guias, conduzindo os pesquisadores por suas áreas de cultivo e compartilhando seu conhecimento técnico e íntimo sobre as variedades. Os resultados da pesquisa revelaram um rico repertório genético de mandioca, totalizando 33 variedades locais. Dentre estas, 21 foram classificadas como ativas, ou seja, ainda são cultivadas nos sistemas produtivos atuais da comunidade. Essas variedades ativas, que incluem nomes como 'taxi-folha fina', 'taxi-vovó', 'pescada', 'taxizinho', 'cardosa', 'santo antônio', 'caramujo', 'moleca seca', 'miriti', 'seis meses', 'saracura', 'angelim', 'manteiguinha', 'camarão', 'tucumãnzinho', 'madolha', 'taxi-branca', 'pariri', 'zolhuda', 'pacajá' e 'taxi-açú', representam a base da produção contemporânea e a resiliência do conhecimento tradicional, evidenciando o esforço contínuo dos agricultores na conservação in situ e na seleção de materiais adaptados. Em contrapartida, identificou-se um preocupante processo de erosão genética, com 12 variedades consideradas não ativas, que deixaram de ser plantadas. Entre as variedades não cultivadas estão 'maruim', 'roxinha', 'mangosalo', 'olhuda', 'caraene', 'tucumã', 'bolão', 'josé', 'torrão', 'peixe-boi', 'pretinha' e 'mangãozinho'. O abandono dessas cultivares pode ser atribuído a múltiplos fatores, como a introdução de variedades mais produtivas, mudanças nos padrões de consumo, maior suscetibilidade a pragas ou a interrupção da transmissão de manivas entre gerações. Conclui-se que a coexistência de uma ampla base ativa e um número considerável de perdas genéticas sublinha a urgência de ações de salvaguarda da agrobiodiversidade local.

     

    Palavras-chave: agricultura familiar, conhecimento tradicional, soberania alimentar

     

     

  • Palavras-chave
  • Palavras-chave: agricultura familiar, conhecimento tradicional, soberania alimentar
  • Modalidade
  • Comunicação oral
  • Área Temática
  • Eixo I: Meio Ambiente e Educação
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O IV SEMINÁRIO SOCIOAMBIENTAL ANGOLA - BRASIL: EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE, TECNOLOGIAS E SAÚDE é uma iniciativa de pesquisadores de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil e de Angola que integram a Rede Internacional de Extensão Universitária – RIEU. Nesta quarta edição, que ocorreu no Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe (ISCED-Sumbe), fizeram parte da equipe as seguintes instituições brasileiras: UTFPR, UEMS, USP, UFTM, UFBA, UENF, IFRJ em parceria com IES angolanas: Universidade do Namibe (UNINBE), Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (ISPCS), Instituto Superior de Ciências da Educação do Sumbe (ISCED) e Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI) - por meio de seus docentes e discentes de graduação e pós-graduação, inclusive da área interdisciplinar.

INSTRUÇÕES GERAIS PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS 

Foram aceitos apenas trabalhos inéditos, redigidos em língua portuguesa, que estejam em conformidade com o template disponibilizado. Devem ser observadas as seguintes orientações: espaçamento simples; fonte Times New Roman, tamanho 12; extensão entre 200 e 300 palavras. O resumo devia conter, obrigatoriamente, os seguintes elementos: objetivo, metodologia (tipo de estudo, local, público-alvo), resultados e conclusão, os quais devem ser apresentados de forma clara e precisa.  O texto deverá ser digitado de modo a não desconfigurar o template. Serão aceitos até cinco autores por trabalho (incluindo o autor principal), sendo obrigatório que o autor principal esteja inscrito no evento. Cada autor poderá submeter até 2 trabalhos como apresentador. Os trabalhos poderão ser apresentados na modalidade apresentação oral ou pôster. Foram aceitos apenas trabalhos submetidos via plataforma Doity.

  • Eixo I: Meio Ambiente e Educação
  • Eixo II: Meio Ambiente e Saúde
  • Eixo III: Meio Ambiente e Formação de Professores
  • Eixo IV: Meio Ambiente e Linguagem
  • Eixo V: Meio Ambiente e Tecnologia/Engenharias

COMISSÃO ORGANIZADORA

  • Anelize Queiroz Amaral (PPGFCET/UTFPR): Presidente do Seminário/Brasil (fundadora)
  • Celso Mandume (UNINBE): Presidente do Seminário/ Angola (co-fundador)
  • Yvens Ely Martins Cordeiro (PPGCITE/UFPA)/ Brasil: Presidente da Comissão Organizadora do Seminário
  • Afonso Welliton de Sousa Nascimento (PPGCITE/UFPA)/ Brasil: Vice-presidente da Comissão Organizadora do Seminário
  • Valdir Heitor Barzotto (USP)/ Brasil - Líder e co-fundador do Seminário
  • Suraya Gomes Novais Shimano (UFTM)/ Brasil: Presidente da Rede Internacional de Extensão Universitária
  • Joyce Mara Gabriel Duarte (UFTM)/ Brasil: Presidente da Comissão Científica
  • Lucilene Soares da Costa (UEMS)/ Brasil: Presidente da Comissão de Comunicação
  • Aline Chaves Intorne (IFRJ e UENF)/ Brasil: Presidente da Comissão de Protocolo
  • Raimundo Hosana Negrão (UFPA)/ Brasil: Presidente da Comissão Logística e Apoio Local
  • Jacqueline Cunha da Serra Freire (UFPA)/ Brasil: Presidente da Comissão de Extensão
  • Paulo Daniel Farah (USP)/ Brasil
  • Flávia Cristina Silveira Lemos (UFPA)/ Brasil
  • Jones da Silva Gomes (UFPA)/ Brasil
  • Joseline Simone Barreto Trindade (UFPA)/ Brasil
  • Daniel Ovigli (UFTM)/ Brasil
  • Maria Francisca Ribeiro Correa (PPGCITE/UEPA)/ Brasil
  • Arlinda Conceição dos Santos (ISCED-Sumbe)/ Angola
  • Lourenço Lino de Sousa (ISPCS)/ Angola
  • Fernando Francisco de Sousa Neto (ISPCS/ Angola)
  • Augusto José Fazenda (ISCED-Sumbe)/ Angola
  • Joaquim Ferreira da Silva Tavares (ISCED-Sumbe)/ Angola
  • Daniel Nicolay Chitata (UNINBE)/ Angola
  • Manuel Bandeira (ISP-Moxico)/ Angola
  • Orloque Vidal Muquendengue (ISP-Moxico)/ Angola
  • Alfredo Noré Saluanja Muacahila (UNINBE)/ Angola
  • Ernesto Vicente Domingos (UNINBE)/ Angola
  • João Mundo Tomás Mapia (UNINBE)/ Angola

Comissão Científica

  • oyce Mara Gabriel Duarte (UFTM) - Presidente
  • Daniel Fernando Bovolenta Ovigli (UFTM)
  • Fátima Aparecida de Souza (UFBA)
  • Suraya Gomes Novais Shimano (UFTM)
  • Daniel Nicolay Chitata (UNINBE- Angola)
  • Maria Rosilene Maués Gomes (UFPA)
  • Hilton Pereira da Silva (UFPA)
  • Orloque Vidal Muquendengue Ja (ISPM-Angola)
  • Gil Francisco Sabonete Cumena (UNINBE-Angola)
  • Joaquim Ferreira da Silva Tavares (ISCED- Sumbe)
  • Ernesto Vicente Domingos (UNINBE-Angola)
  • João Mundo Tomás Mapia (UNINBE-Angola)
  • Ricardo Costa Amaral (UFPA)
  • Maria Francisca Ribeiro Corrêa (UEPA)

 

seminariobrasilangola@gmail.com