Este trabalho analisa o acesso à saúde da pessoa idosa na Amazônia a partir das relações entre território, desigualdade social e envelhecimento, considerando as especificidades regionais que condicionam o direito à saúde e o acesso às políticas públicas. Nessa perspectiva, o envelhecimento é compreendido como um processo biológico e social, marcado pelas desigualdades territoriais e pelo acesso desigual aos serviços públicos, dialogando com as reflexões de Milton Santos sobre território e produção das desigualdades socioespaciais. O estudo tem como objetivo refletir sobre o acesso à saúde da pessoa idosa na Amazônia diante do crescimento acelerado desse segmento populacional, que, segundo o Censo Demográfico de 2022, poderá superar a população jovem até 2070. A metodologia adotada consistiu em revisão bibliográfica e documental, utilizando fontes como o Ministério da Saúde, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, a Lei Orgânica da Saúde, o Estatuto da Pessoa Idosa e artigos científicos disponíveis na SciELO. A análise fundamenta-se em discussões sobre território, desigualdade e saúde coletiva, especialmente nas contribuições de Minayo (2012) e Santos (2003). Os resultados evidenciam que os desafios relacionados ao acesso à saúde e à promoção do bem-estar da pessoa idosa na Amazônia decorrem, principalmente, de fatores estruturais e territoriais. O isolamento geográfico dificulta o deslocamento até os serviços de saúde, tornando o acesso irregular ou inexistente (MARQUES et al., 2025). Soma-se a isso a vulnerabilidade socioeconômica, marcada pela baixa renda e precariedade da infraestrutura. Observou-se também a insuficiência de serviços especializados e a carência de profissionais qualificados, comprometendo a efetividade do cuidado integral (GARNELO, 2018). Conclui-se que garantir o direito à saúde da pessoa idosa na Amazônia exige investimentos em infraestrutura, fortalecimento da atenção básica e maior efetivação das políticas públicas.
O IV SEMINÁRIO SOCIOAMBIENTAL ANGOLA - BRASIL: EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE, TECNOLOGIAS E SAÚDE é uma iniciativa de pesquisadores de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil e de Angola que integram a Rede Internacional de Extensão Universitária – RIEU. Nesta quarta edição, que ocorreu no Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe (ISCED-Sumbe), fizeram parte da equipe as seguintes instituições brasileiras: UTFPR, UEMS, USP, UFTM, UFBA, UENF, IFRJ em parceria com IES angolanas: Universidade do Namibe (UNINBE), Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (ISPCS), Instituto Superior de Ciências da Educação do Sumbe (ISCED) e Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI) - por meio de seus docentes e discentes de graduação e pós-graduação, inclusive da área interdisciplinar.
INSTRUÇÕES GERAIS PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS
Foram aceitos apenas trabalhos inéditos, redigidos em língua portuguesa, que estejam em conformidade com o template disponibilizado. Devem ser observadas as seguintes orientações: espaçamento simples; fonte Times New Roman, tamanho 12; extensão entre 200 e 300 palavras. O resumo devia conter, obrigatoriamente, os seguintes elementos: objetivo, metodologia (tipo de estudo, local, público-alvo), resultados e conclusão, os quais devem ser apresentados de forma clara e precisa. O texto deverá ser digitado de modo a não desconfigurar o template. Serão aceitos até cinco autores por trabalho (incluindo o autor principal), sendo obrigatório que o autor principal esteja inscrito no evento. Cada autor poderá submeter até 2 trabalhos como apresentador. Os trabalhos poderão ser apresentados na modalidade apresentação oral ou pôster. Foram aceitos apenas trabalhos submetidos via plataforma Doity.
COMISSÃO ORGANIZADORA
Comissão Científica
seminariobrasilangola@gmail.com