INTRODUÇÃO: A epidemiologia é essencial para a gestão em saúde, pois fornece dados e evidências que orientam decisões eficazes. Nos hospitais, os núcleos de epidemiologia atuam na prevenção e controle de infecções, identificação de surtos e monitoramento de eventos adversos, fortalecendo a segurança do paciente e a qualidade da assistência. Ao analisar doenças, fatores de risco e resultados de intervenções, a epidemiologia aprimora o planejamento, a alocação de recursos e a tomada de decisões. Tanto na saúde pública quanto na privada, contribui para a vigilância, gestão de riscos e melhoria da qualidade, promovendo ações mais eficazes e o bem-estar da população. Dados epidemiológicos qualificados sustentam políticas públicas e permitem respostas rápidas a agravos e emergências, reforçando a vigilância e o controle de riscos. OBJETIVO: Descrever a importância da epidemiologia e suas contribuições para a tomada de decisão com base em informações eficazes na gestão em saúde. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com abordagem qualitativa e quantitativa, realizada em agosto de 2025. A questão norteadora segue a estratégia PICO: gestores e serviços públicos de saúde (P); uso de dados epidemiológicos na gestão (I); ausência ou uso limitado desses dados (C); e fortalecimento da vigilância e gestão em saúde pública (O). A pesquisa foi realizada nas bases SciELO, PubMed e MEDLINE, com os descritores “Epidemiologia”, “Gestão em Saúde” e “Vigilância em Saúde Pública”, além de consultas a relatórios do Ministério da Saúde e da Secretaria de Vigilância em Saúde. Também foram utilizados termos livres para ampliar o alcance dos estudos. Incluíram-se artigos de 2020 a 2025, em português, inglês ou espanhol, disponíveis na íntegra e relacionados ao uso de dados epidemiológicos na gestão e vigilância em saúde. Foram excluídos trabalhos duplicados, incompletos ou fora do recorte temporal. Ao final, quatro estudos compuseram a amostra. RESULTADOS: Os resultados da pesquisa revelam que o uso de dados epidemiológicos qualificados é um fator-chave para fortalecer a vigilância em saúde no âmbito do SUS. Isso ocorre porque esses dados subsidiam decisões mais precisas e oportunas, permitindo uma resposta mais eficaz a agravos. Além disso, a integração entre sistemas de informação, o uso de painéis analíticos e a articulação entre níveis de gestão são fundamentais para potencializar a capacidade de resposta. Os estudos analisados destacam que o acesso e a análise adequada dos dados são essenciais para o planejamento, monitoramento e a avaliação de ações em saúde, consolidando a vigilância como um eixo estruturante da gestão pública e da atenção integral à população. CONCLUSÃO: O uso de informações epidemiológicas qualificadas subsidia a tomada de decisão em todos os níveis do sistema de saúde, fortalecendo a gestão e aprimorando a resposta a agravos. A integração de dados e análises precisas permite uma atuação mais eficaz na promoção da saúde e prevenção de doenças. Assim, as informações baseadas em evidências tornam-se essenciais para a Vigilância em Saúde, garantindo ações mais efetivas e decisões fundamentadas. A qualidade e a interoperabilidade desses dados são determinantes para o fortalecimento da gestão e para a proteção da saúde pública.
O Simpósio de Epidemiologia Hospitalar, realizado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, constituiu-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento das práticas em saúde voltadas à vigilância, prevenção e controle de agravos no ambiente hospitalar.
O evento reuniu profissionais da saúde, gestores, docentes e estudantes interessados na temática da epidemiologia hospitalar, promovendo debates qualificados sobre estratégias de monitoramento de indicadores, segurança do paciente e a importância da atuação multiprofissional na melhoria da qualidade dos serviços.
Por meio de palestras, debates e atividades científicas, o simpósio buscou estimular a reflexão crítica e a disseminação do conhecimento técnico-científico, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da cultura de vigilância epidemiológica no contexto hospitalar. A realização do evento reafirma o compromisso da Santa Casa de Misericórdia de Sobral com a promoção de uma assistência segura e baseada em evidências.
Normas para a confecção dos Resumos Simples
O resumo deve ser configurado em fonte Times New Roman, tamanho 12, margens esquerda e superior: 3cm e direita e inferior: 2 cm; corpo do resumo com alinhamento justificado, em espaçamento simples com texto corrido. O documento deve possuir, em sua primeira linha, o Eixo Temático no qual está sendo submetido o resumo, centralizado e em negrito.
Abaixo do Eixo Temático, deve ser inserido o título do Resumo. O título deve ser breve e informativo com, no máximo, 15 palavras, estar em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Evitar a utilização de siglas e abreviaturas no título. Não empregar ponto final em título de estudo científico.
Os nomes do autor e dos coautores deverão ser inseridos de forma completa e sem abreviações, logo abaixo do título. Os nomes deverão estar alinhados à direita, um abaixo do outro e devem vir acompanhados de numeração para identificação das afiliações.
As afiliações institucionais dos autores devem vir logo abaixo dos nomes, alinhadas à direita, e devem ser iniciadas com o número sobrescrito referente ao seu nome. Devem conter instituição, cidade, estado, país. Nas afiliações, não empregar titulação, utilizar apenas a instituição a qual o autor está e/ou esteve vinculado recentemente para estabelecer a afiliação. Se dois ou mais autores fizerem parte da mesma instituição, atribuir a mesma numeração a estes.
O corpo do resumo deve conter, no mínimo, 400 palavras e, no máximo, 500 palavras (não incluídos o eixo temático, o título, os nomes dos autores, as afiliações institucionais, as palavras-chave e as referências), sendo consideradas somente as palavras do corpo do texto (a partir da palavra “INTRODUÇÃO” até a última palavra da conclusão/considerações finais).
O resumo do trabalho deverá conter obrigatoriamente a sequência abaixo:
a) INTRODUÇÃO: visão geral sobre o assunto, indicando a relevância da pesquisa; b) OBJETIVO: apresentação do propósito do estudo, iniciando com verbo no infinitivo; c) MÉTODOS: especificação do tipo de estudo, da descrição dos procedimentos utilizados na realização da pesquisa como local, amostra, protocolo, tratamento estatístico, entre outros aspectos que o autor considerar necessário; d) RESULTADOS: destacar os resultados alcançados com o estudo, correlacionando com a literatura vigente, sem necessidade de citação de autores; e) CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: apresentar as respostas ao objetivo
da pesquisa;
Abaixo do corpo do resumo devem conter as PALAVRAS-CHAVE: Inserir de três 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave, separadas por vírgula. As palavras-chave poderão ser selecionadas de acordo com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/ ) ou Medical Subject Headings (MeSH) (https://www.nlm.nih.gov/mesh/).
Não deve ser empregada citação de referências no corpo do resumo, exceto em casos de referenciais metodológicos. As referências devem ser inseridas ao final do resumo.
Não devem ser incluídos gráficos, figuras e nem tabelas no corpo do resumo.
Não serão permitidas notas de rodapé no resumo.
O uso de abreviaturas será restrito àquelas já identificadas anteriormente por extenso no texto do resumo.
As referências devem ser citadas ao final do resumo, em tópico nomeado como REFERÊNCIAS, de acordo com a formatação recomendada pela ABNT.
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