INTRODUÇÃO: A bronquiolite é uma doença respiratória, causando inflamação dos bronquíolos e de pequenas vias aéreas pulmonares, sendo acometida principalmente por infecções virais como o vírus sincicial respiratório (VSR), porém também pode ser causada por outros agentes etiológicos como: adenovírus, influenza, vírus parainfluenza e rinovírus. A bronquiolite é uma condição aguda, sendo mais comum em crianças menores de 2 anos e idosos, no período do inverno, apresentando sintomas como tosse, febre, dificuldade para respirar etc. O diagnostico se baseia no histórico epidemiológico e exame físico, com tratamento voltado para os sintomas, como uso de broncodilatadores. OBJETIVO: Analisar novas metodologias propostas para prevenção contra bronquiolites nos últimos 6 anos no mundo. MÉTODOS: Realizou-se um levantamento epidemiológico dos últimos cinco anos. Para isso, utilizaram-se relatórios recentes da ANVISA, e do Ministério da Saúde, DATAUSUS e artigos publicados nos últimos seis anos disponíveis nas plataformas PubMed, Cennect Pappers, rabit, utilizando os descritores em português e inglês “VSR”, “bronquiolite” e “terapia”,”bronchiolitis”, “therapy”, com o operador booleano “AND”. Durante a coletânea dos artigos, foram selecionados estudos em inglês e português, que estivessem disponíveis na íntegra e pertencessem ao período escolhido, sendo desconsiderados estudos que possuíam temática além de marcadores ou que não entravam na temática estabelecida, além de trabalhos duplicados fora do período de seis anos. RESULTADOS: Este ano, o ministério da Saúde incorporou duas tecnologias para prevenir os casos de bronquiolite e tratar a doença: a vacina AbrysvoÒ (Pfizer) e o uso de anticorpos monoclonais. A recente autorização da vacina Abrysvo para gestantes a partir de 28 semanas de gestação, com base em dados de farmacovigilância dos EUA, oferece uma nova oportunidade de proteção precoce às faixas mais vulneráveis. A vacinação de gestantes visa induzir a transferência de anticorpos passivos ao feto, promovendo uma imunidade precoce em recém-nascidos, o que deve reduzir a incidência de bronquiolite e hospitalizações decorrentes do VSR ao longo do ciclo de vida inicial. A implementação dessa estratégia exige vigilância contínua de efeitos adversos e avaliação de eficácia em diferentes contextos epidemiológicos. Ensaios clínicos realizados na Itália e outros locais demonstraram alta eficácia do Nirsevimab na prevenção de casos graves de VSR, com reduções de até 82% em crianças até 3 meses e 69% até 6 meses de idade. Na prática, observa-se uma diminuição nas hospitalizações relacionadas ao VSR, com uma redução de 56,1% nos anos de 2023 e 2024, indicando impacto positivo dessas intervenções na redução da morbidade. Ainda, estudos de fase 2 e 3 relatam eficácia de 77,3% em prevenir casos de VSR ao longo de cinco meses, o que possibilita a prevenção de milhares de hospitalizações de crianças menores de um ano. CONCLUSÃO: Conclui- seque A introdução de novas estratégias preventivas, como a vacinação materna com Abrysvo e a profilaxia com o anticorpo monoclonal Nirsevimab, representa uma mudança de paradigma no combate ao VSR. O estudo epidemiológico pode concluir que essas intervenções têm o potencial de alterar o cenário da doença, reduzindo drasticamente a incidência de casos graves e o número de hospitalizações.
O Simpósio de Epidemiologia Hospitalar, realizado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, constituiu-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento das práticas em saúde voltadas à vigilância, prevenção e controle de agravos no ambiente hospitalar.
O evento reuniu profissionais da saúde, gestores, docentes e estudantes interessados na temática da epidemiologia hospitalar, promovendo debates qualificados sobre estratégias de monitoramento de indicadores, segurança do paciente e a importância da atuação multiprofissional na melhoria da qualidade dos serviços.
Por meio de palestras, debates e atividades científicas, o simpósio buscou estimular a reflexão crítica e a disseminação do conhecimento técnico-científico, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da cultura de vigilância epidemiológica no contexto hospitalar. A realização do evento reafirma o compromisso da Santa Casa de Misericórdia de Sobral com a promoção de uma assistência segura e baseada em evidências.
Normas para a confecção dos Resumos Simples
O resumo deve ser configurado em fonte Times New Roman, tamanho 12, margens esquerda e superior: 3cm e direita e inferior: 2 cm; corpo do resumo com alinhamento justificado, em espaçamento simples com texto corrido. O documento deve possuir, em sua primeira linha, o Eixo Temático no qual está sendo submetido o resumo, centralizado e em negrito.
Abaixo do Eixo Temático, deve ser inserido o título do Resumo. O título deve ser breve e informativo com, no máximo, 15 palavras, estar em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Evitar a utilização de siglas e abreviaturas no título. Não empregar ponto final em título de estudo científico.
Os nomes do autor e dos coautores deverão ser inseridos de forma completa e sem abreviações, logo abaixo do título. Os nomes deverão estar alinhados à direita, um abaixo do outro e devem vir acompanhados de numeração para identificação das afiliações.
As afiliações institucionais dos autores devem vir logo abaixo dos nomes, alinhadas à direita, e devem ser iniciadas com o número sobrescrito referente ao seu nome. Devem conter instituição, cidade, estado, país. Nas afiliações, não empregar titulação, utilizar apenas a instituição a qual o autor está e/ou esteve vinculado recentemente para estabelecer a afiliação. Se dois ou mais autores fizerem parte da mesma instituição, atribuir a mesma numeração a estes.
O corpo do resumo deve conter, no mínimo, 400 palavras e, no máximo, 500 palavras (não incluídos o eixo temático, o título, os nomes dos autores, as afiliações institucionais, as palavras-chave e as referências), sendo consideradas somente as palavras do corpo do texto (a partir da palavra “INTRODUÇÃO” até a última palavra da conclusão/considerações finais).
O resumo do trabalho deverá conter obrigatoriamente a sequência abaixo:
a) INTRODUÇÃO: visão geral sobre o assunto, indicando a relevância da pesquisa; b) OBJETIVO: apresentação do propósito do estudo, iniciando com verbo no infinitivo; c) MÉTODOS: especificação do tipo de estudo, da descrição dos procedimentos utilizados na realização da pesquisa como local, amostra, protocolo, tratamento estatístico, entre outros aspectos que o autor considerar necessário; d) RESULTADOS: destacar os resultados alcançados com o estudo, correlacionando com a literatura vigente, sem necessidade de citação de autores; e) CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: apresentar as respostas ao objetivo
da pesquisa;
Abaixo do corpo do resumo devem conter as PALAVRAS-CHAVE: Inserir de três 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave, separadas por vírgula. As palavras-chave poderão ser selecionadas de acordo com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/ ) ou Medical Subject Headings (MeSH) (https://www.nlm.nih.gov/mesh/).
Não deve ser empregada citação de referências no corpo do resumo, exceto em casos de referenciais metodológicos. As referências devem ser inseridas ao final do resumo.
Não devem ser incluídos gráficos, figuras e nem tabelas no corpo do resumo.
Não serão permitidas notas de rodapé no resumo.
O uso de abreviaturas será restrito àquelas já identificadas anteriormente por extenso no texto do resumo.
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