INTRODUÇÃO: A anemia materna representa um importante problema de saúde pública global, especialmente prevalente em países de baixa e média renda. Define-se pela redução da concentração de hemoglobina, sendo considerada grave quando inferior a 7 g/dL. Durante a gestação, a anemia severa eleva o risco de choque, infecções, insuficiência cardíaca e complicações hemorrágicas, contribuindo de forma significativa para a mortalidade materna. Também está associada a desfechos neonatais adversos, como prematuridade, baixo peso ao nascer e mortalidade perinatal. Assim, a detecção precoce, a suplementação adequada e o manejo oportuno são fundamentais para prevenir complicações e reduzir óbitos maternos evitáveis. OBJETIVO: Analisar evidências sobre a relação entre anemia grave e mortalidade materna, destacando mecanismos fisiopatológicos, fatores determinantes e estratégias de prevenção. MÉTODOS: Revisão narrativa com busca nas bases PubMed, SciELO e Google Scholar. Foram incluídos estudos observacionais, revisões sistemáticas e diretrizes publicadas entre 2020 e 2025 que abordassem a anemia grave como fator associado à mortalidade materna. RESULTADOS: Estudos recentes demonstram que a anemia grave aumenta significativamente o risco de morte materna, principalmente por hemorragia obstétrica, sepse e insuficiência cardíaca. Países com maior prevalência de anemia materna apresentam índices de mortalidade mais elevados, evidenciando desigualdade social e falhas no pré-natal. A suplementação com ferro e ácido fólico, rastreamento laboratorial adequado e manejo de comorbidades, como hemoglobinopatias e desnutrição, são medidas eficazes na prevenção. Programas de saúde com foco no fortalecimento do pré-natal, educação em saúde e disponibilidade de hemocomponentes mostram impacto positivo na redução de mortalidade. Contudo, desafios incluem baixa adesão ao pré-natal, diagnóstico tardio e barreiras de acesso a tratamento adequado. CONCLUSÃO: A anemia grave é fator determinante e evitável de mortalidade materna, especialmente em contextos socioeconômicos vulneráveis. A ampliação do rastreamento durante o pré-natal, fortalecimento das estratégias suplementares, acesso oportuno a terapêutica e organização de redes de cuidado materno-infantil são essenciais para redução de óbitos. Investimentos em políticas públicas e vigilância ativa contribuem para melhorar os indicadores maternos e perinatais.
O Simpósio de Epidemiologia Hospitalar, realizado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, constituiu-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento das práticas em saúde voltadas à vigilância, prevenção e controle de agravos no ambiente hospitalar.
O evento reuniu profissionais da saúde, gestores, docentes e estudantes interessados na temática da epidemiologia hospitalar, promovendo debates qualificados sobre estratégias de monitoramento de indicadores, segurança do paciente e a importância da atuação multiprofissional na melhoria da qualidade dos serviços.
Por meio de palestras, debates e atividades científicas, o simpósio buscou estimular a reflexão crítica e a disseminação do conhecimento técnico-científico, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da cultura de vigilância epidemiológica no contexto hospitalar. A realização do evento reafirma o compromisso da Santa Casa de Misericórdia de Sobral com a promoção de uma assistência segura e baseada em evidências.
Normas para a confecção dos Resumos Simples
O resumo deve ser configurado em fonte Times New Roman, tamanho 12, margens esquerda e superior: 3cm e direita e inferior: 2 cm; corpo do resumo com alinhamento justificado, em espaçamento simples com texto corrido. O documento deve possuir, em sua primeira linha, o Eixo Temático no qual está sendo submetido o resumo, centralizado e em negrito.
Abaixo do Eixo Temático, deve ser inserido o título do Resumo. O título deve ser breve e informativo com, no máximo, 15 palavras, estar em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Evitar a utilização de siglas e abreviaturas no título. Não empregar ponto final em título de estudo científico.
Os nomes do autor e dos coautores deverão ser inseridos de forma completa e sem abreviações, logo abaixo do título. Os nomes deverão estar alinhados à direita, um abaixo do outro e devem vir acompanhados de numeração para identificação das afiliações.
As afiliações institucionais dos autores devem vir logo abaixo dos nomes, alinhadas à direita, e devem ser iniciadas com o número sobrescrito referente ao seu nome. Devem conter instituição, cidade, estado, país. Nas afiliações, não empregar titulação, utilizar apenas a instituição a qual o autor está e/ou esteve vinculado recentemente para estabelecer a afiliação. Se dois ou mais autores fizerem parte da mesma instituição, atribuir a mesma numeração a estes.
O corpo do resumo deve conter, no mínimo, 400 palavras e, no máximo, 500 palavras (não incluídos o eixo temático, o título, os nomes dos autores, as afiliações institucionais, as palavras-chave e as referências), sendo consideradas somente as palavras do corpo do texto (a partir da palavra “INTRODUÇÃO” até a última palavra da conclusão/considerações finais).
O resumo do trabalho deverá conter obrigatoriamente a sequência abaixo:
a) INTRODUÇÃO: visão geral sobre o assunto, indicando a relevância da pesquisa; b) OBJETIVO: apresentação do propósito do estudo, iniciando com verbo no infinitivo; c) MÉTODOS: especificação do tipo de estudo, da descrição dos procedimentos utilizados na realização da pesquisa como local, amostra, protocolo, tratamento estatístico, entre outros aspectos que o autor considerar necessário; d) RESULTADOS: destacar os resultados alcançados com o estudo, correlacionando com a literatura vigente, sem necessidade de citação de autores; e) CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: apresentar as respostas ao objetivo
da pesquisa;
Abaixo do corpo do resumo devem conter as PALAVRAS-CHAVE: Inserir de três 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave, separadas por vírgula. As palavras-chave poderão ser selecionadas de acordo com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/ ) ou Medical Subject Headings (MeSH) (https://www.nlm.nih.gov/mesh/).
Não deve ser empregada citação de referências no corpo do resumo, exceto em casos de referenciais metodológicos. As referências devem ser inseridas ao final do resumo.
Não devem ser incluídos gráficos, figuras e nem tabelas no corpo do resumo.
Não serão permitidas notas de rodapé no resumo.
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