INTRODUÇÃO: As redes sentinelas desempenham papel fundamental no monitoramento de agravos e eventos de interesse à saúde pública. Elas funcionam como sistemas estratégicos de coleta, análise e disseminação de dados, permitindo a detecção precoce de surtos, falhas terapêuticas e reações adversas a medicamentos. No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), as redes sentinelas auxiliam na tomada de decisões rápidas e baseadas em evidências, fortalecendo ações de vigilância epidemiológica, sanitária e com especial destaque, a farmacovigilância, área de atuação central do profissional farmacêutico. OBJETIVO: Analisar a importância das redes sentinelas para o fortalecimento da vigilância em saúde e destacar o papel do farmacêutico, no âmbito dessas redes, na prevenção de eventos adversos e promoção da segurança do paciente. MÉTODOS: Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica, de caráter descritivo, baseado em artigos científicos, documentos institucionais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e publicações oficiais do Ministério da Saúde. Foram consultadas as bases de dados SciELO, PubMed, e Google Acadêmico, considerando publicações entre 2020 e 2025. Foram utilizados descritores como "Redes Sentinelas", "Vigilância em Saúde" e "Papel do Farmacêutico", que abordam a atuação das redes sentinelas e o envolvimento do farmacêutico nas ações de vigilância e segurança do paciente. RESULTADOS: As redes sentinelas contribuem significativamente para a segurança e a qualidade dos serviços de saúde, permitindo a identificação precoce de eventos adversos e o monitoramento de produtos sob suspeita. O Programa de Rede Sentinela da Anvisa tem se mostrado eficaz na ampliação das notificações, fortalecendo a cultura de segurança do paciente. Neste cenário, o farmacêutico desempenha papel estratégico nessas redes, participando da coleta e análise de dados sobre medicamentos e dispositivos médicos, identificando reações adversas, avaliando interações e monitorando a eficácia das terapias. Além disso, orienta a equipe multiprofissional, realiza treinamentos e promove o uso racional de medicamentos, incentivando a notificação de eventos adversos. A atuação do farmacêutico em hospitais sentinela demonstrou contribuir para reduzir erros de medicação, aprimorar protocolos clínicos e melhorar a comunicação entre setores, tornando as redes sentinelas ferramentas de vigilância eficazes e ambientes de aprendizado contínuo. CONCLUSÃO: As redes sentinelas representam um avanço significativo na vigilância em saúde, sendo indispensáveis para a identificação precoce de riscos e para a promoção de uma assistência segura e de qualidade. O farmacêutico, como integrante essencial dessas redes, revela-se um ator decisivo para a prevenção de eventos adversos e para o uso racional de medicamentos, consolidando sua importância nas ações de vigilância e no fortalecimento do SUS. Portanto, o investimento em capacitação desse profissional e em políticas de incentivo à notificação deve ser contínuo, garantindo o aprimoramento constante dessas redes e a proteção efetiva da saúde da população.
O Simpósio de Epidemiologia Hospitalar, realizado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, constituiu-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento das práticas em saúde voltadas à vigilância, prevenção e controle de agravos no ambiente hospitalar.
O evento reuniu profissionais da saúde, gestores, docentes e estudantes interessados na temática da epidemiologia hospitalar, promovendo debates qualificados sobre estratégias de monitoramento de indicadores, segurança do paciente e a importância da atuação multiprofissional na melhoria da qualidade dos serviços.
Por meio de palestras, debates e atividades científicas, o simpósio buscou estimular a reflexão crítica e a disseminação do conhecimento técnico-científico, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da cultura de vigilância epidemiológica no contexto hospitalar. A realização do evento reafirma o compromisso da Santa Casa de Misericórdia de Sobral com a promoção de uma assistência segura e baseada em evidências.
Normas para a confecção dos Resumos Simples
O resumo deve ser configurado em fonte Times New Roman, tamanho 12, margens esquerda e superior: 3cm e direita e inferior: 2 cm; corpo do resumo com alinhamento justificado, em espaçamento simples com texto corrido. O documento deve possuir, em sua primeira linha, o Eixo Temático no qual está sendo submetido o resumo, centralizado e em negrito.
Abaixo do Eixo Temático, deve ser inserido o título do Resumo. O título deve ser breve e informativo com, no máximo, 15 palavras, estar em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Evitar a utilização de siglas e abreviaturas no título. Não empregar ponto final em título de estudo científico.
Os nomes do autor e dos coautores deverão ser inseridos de forma completa e sem abreviações, logo abaixo do título. Os nomes deverão estar alinhados à direita, um abaixo do outro e devem vir acompanhados de numeração para identificação das afiliações.
As afiliações institucionais dos autores devem vir logo abaixo dos nomes, alinhadas à direita, e devem ser iniciadas com o número sobrescrito referente ao seu nome. Devem conter instituição, cidade, estado, país. Nas afiliações, não empregar titulação, utilizar apenas a instituição a qual o autor está e/ou esteve vinculado recentemente para estabelecer a afiliação. Se dois ou mais autores fizerem parte da mesma instituição, atribuir a mesma numeração a estes.
O corpo do resumo deve conter, no mínimo, 400 palavras e, no máximo, 500 palavras (não incluídos o eixo temático, o título, os nomes dos autores, as afiliações institucionais, as palavras-chave e as referências), sendo consideradas somente as palavras do corpo do texto (a partir da palavra “INTRODUÇÃO” até a última palavra da conclusão/considerações finais).
O resumo do trabalho deverá conter obrigatoriamente a sequência abaixo:
a) INTRODUÇÃO: visão geral sobre o assunto, indicando a relevância da pesquisa; b) OBJETIVO: apresentação do propósito do estudo, iniciando com verbo no infinitivo; c) MÉTODOS: especificação do tipo de estudo, da descrição dos procedimentos utilizados na realização da pesquisa como local, amostra, protocolo, tratamento estatístico, entre outros aspectos que o autor considerar necessário; d) RESULTADOS: destacar os resultados alcançados com o estudo, correlacionando com a literatura vigente, sem necessidade de citação de autores; e) CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: apresentar as respostas ao objetivo
da pesquisa;
Abaixo do corpo do resumo devem conter as PALAVRAS-CHAVE: Inserir de três 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave, separadas por vírgula. As palavras-chave poderão ser selecionadas de acordo com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/ ) ou Medical Subject Headings (MeSH) (https://www.nlm.nih.gov/mesh/).
Não deve ser empregada citação de referências no corpo do resumo, exceto em casos de referenciais metodológicos. As referências devem ser inseridas ao final do resumo.
Não devem ser incluídos gráficos, figuras e nem tabelas no corpo do resumo.
Não serão permitidas notas de rodapé no resumo.
O uso de abreviaturas será restrito àquelas já identificadas anteriormente por extenso no texto do resumo.
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