INTRODUÇÃO: A resistência antimicrobiana (RAM) representa um dos maiores desafios da saúde pública global, comprometendo o controle de infecções hospitalares e o tratamento de doenças em humanos e animais. O uso inadequado e indiscriminado de antimicrobianos favorece o surgimento e disseminação de microrganismos multirresistentes, caracterizando um problema de natureza complexa e multifatorial. Frente a esse contexto, torna-se imprescindível a integração entre a medicina humana, veterinária e a vigilância em saúde, em consonância com o conceito de Saúde Única (One Health). OBJETIVO: Analisar a resistência antimicrobiana como um desafio compartilhado entre a medicina humana e a veterinária, destacando a importância no contexto da Saúde Pública. MÉTODOS: Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica, baseado na busca e análise de artigos científicos disponíveis nas bases de dados SciELO, PubMed e Google Acadêmico. Foram utilizados os descritores: “resistência antimicrobiana”, “multirresistência” e “resistência às drogas”. RESULTADOS: Os estudos analisados evidenciam uma forte interconexão entre os setores humano, animal e ambiental no ciclo da resistência antimicrobiana.De maneira complementar, os resultados revelam um cenário abrangente, que vai da identificação do problema às abordagens propostas para seu controle. Estudos demonstram que animais de produção funcionam como importantes reservatórios de resistência. A identificação de Staphylococcus spp. resistentes à penicilina e tetraciclina em rebanhos leiteiros, estabelece um elo epidemiológico relevante, uma vez que estas bactérias podem contaminar a cadeia alimentar e alcançar ambientes hospitalares através de pacientes colonizados. Observou-se ainda que diversas classes de antimicrobianos utilizadas em animais são idênticas às aplicadas em humanos, favorecendo o surgimento de resistência cruzada e falhas terapêuticas em hospitais. Os resultados apontam que cepas resistentes de Enterococcus spp. e Salmonella spp. apresentam semelhança genética em amostras isoladas de humanos e animais, sugerindo possível transferência de genes de resistência entre espécies. De forma convergente, destaca-se que o enfrentamento da resistência antimicrobiana requer ações integradas sob o conceito de Saúde Única (One Health), com estratégias conjuntas de vigilância e uso racional de antimicrobianos. Em síntese, a resistência antimicrobiana configura-se como um processo multifatorial e interdependente, que transcende as fronteiras entre humanos, animais e o ambiente, representando um desafio contemporâneo para a saúde pública e a vigilância epidemiológica hospitalar. CONCLUSÃO: A resistência antimicrobiana constitui um problema global e compartilhado entre medicina humana e veterinária, com repercussões diretas na saúde pública. O uso inadequado de antimicrobianos intensifica a disseminação de cepas multirresistentes, urgência de estratégias intersetoriais, vigilância integrada e políticas de uso racional de antimicrobianos. O enfrentamento eficaz da RAM depende da adoção do paradigma Saúde Única, que reconhece a interdependência entre humanos, animais e o meio ambiente.
O Simpósio de Epidemiologia Hospitalar, realizado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, constituiu-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento das práticas em saúde voltadas à vigilância, prevenção e controle de agravos no ambiente hospitalar.
O evento reuniu profissionais da saúde, gestores, docentes e estudantes interessados na temática da epidemiologia hospitalar, promovendo debates qualificados sobre estratégias de monitoramento de indicadores, segurança do paciente e a importância da atuação multiprofissional na melhoria da qualidade dos serviços.
Por meio de palestras, debates e atividades científicas, o simpósio buscou estimular a reflexão crítica e a disseminação do conhecimento técnico-científico, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da cultura de vigilância epidemiológica no contexto hospitalar. A realização do evento reafirma o compromisso da Santa Casa de Misericórdia de Sobral com a promoção de uma assistência segura e baseada em evidências.
Normas para a confecção dos Resumos Simples
O resumo deve ser configurado em fonte Times New Roman, tamanho 12, margens esquerda e superior: 3cm e direita e inferior: 2 cm; corpo do resumo com alinhamento justificado, em espaçamento simples com texto corrido. O documento deve possuir, em sua primeira linha, o Eixo Temático no qual está sendo submetido o resumo, centralizado e em negrito.
Abaixo do Eixo Temático, deve ser inserido o título do Resumo. O título deve ser breve e informativo com, no máximo, 15 palavras, estar em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Evitar a utilização de siglas e abreviaturas no título. Não empregar ponto final em título de estudo científico.
Os nomes do autor e dos coautores deverão ser inseridos de forma completa e sem abreviações, logo abaixo do título. Os nomes deverão estar alinhados à direita, um abaixo do outro e devem vir acompanhados de numeração para identificação das afiliações.
As afiliações institucionais dos autores devem vir logo abaixo dos nomes, alinhadas à direita, e devem ser iniciadas com o número sobrescrito referente ao seu nome. Devem conter instituição, cidade, estado, país. Nas afiliações, não empregar titulação, utilizar apenas a instituição a qual o autor está e/ou esteve vinculado recentemente para estabelecer a afiliação. Se dois ou mais autores fizerem parte da mesma instituição, atribuir a mesma numeração a estes.
O corpo do resumo deve conter, no mínimo, 400 palavras e, no máximo, 500 palavras (não incluídos o eixo temático, o título, os nomes dos autores, as afiliações institucionais, as palavras-chave e as referências), sendo consideradas somente as palavras do corpo do texto (a partir da palavra “INTRODUÇÃO” até a última palavra da conclusão/considerações finais).
O resumo do trabalho deverá conter obrigatoriamente a sequência abaixo:
a) INTRODUÇÃO: visão geral sobre o assunto, indicando a relevância da pesquisa; b) OBJETIVO: apresentação do propósito do estudo, iniciando com verbo no infinitivo; c) MÉTODOS: especificação do tipo de estudo, da descrição dos procedimentos utilizados na realização da pesquisa como local, amostra, protocolo, tratamento estatístico, entre outros aspectos que o autor considerar necessário; d) RESULTADOS: destacar os resultados alcançados com o estudo, correlacionando com a literatura vigente, sem necessidade de citação de autores; e) CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: apresentar as respostas ao objetivo
da pesquisa;
Abaixo do corpo do resumo devem conter as PALAVRAS-CHAVE: Inserir de três 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave, separadas por vírgula. As palavras-chave poderão ser selecionadas de acordo com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/ ) ou Medical Subject Headings (MeSH) (https://www.nlm.nih.gov/mesh/).
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