INTRODUÇÃO: A epidemiologia contemporânea ultrapassa o campo estatístico e biomédico, assumindo um papel estratégico na compreensão dos determinantes sociais e simbólicos do adoecimento e hospitalização. No entanto, temas como as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) ainda permanecem atravessados por desinformações, silenciamentos e estigmas, o que repercute nas práticas de cuidado e na formação dos profissionais de saúde. Diante dessa realidade, torna-se relevante articular pesquisa e prática em estratégias educativas que promovam a circulação de saberes em pares, favorecendo a construção de um saber coletivo ético e interprofissional no modelo de cuidado. OBJETIVO: Analisar a experiência de uma palestra interprofissional entre Medicina e Psicologia, voltada ao fortalecimento do saber coletivo e à problematização dos estigmas que permeiam as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). MÉTODOS Trata-se de um relato de experiência descritivo e reflexivo, elaborado a partir da vivência da autora como pesquisadora de doenças crônicas e da criação de um espaço de Educação em Saúde Interprofissional com estudantes e profissionais da saúde. Para subsidiar as reflexões, realizou-se busca exploratória nas bases BVS e PubMed (2022–2025), com descritores sobre epidemiologia, ISTs, educação em saúde e interprofissionalidade. Após leitura e análise, três artigos compuseram o corpus da discussão. Por não envolver dados identificáveis, o estudo dispensa TCLE e submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme a Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde. RESULTADOS: A experiência mostrou que a desinformação ainda é um dos principais fatores que sustentam o estigma em torno das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). No contexto hospitalar, durante a pesquisa com doenças crônicas, foi possível escutar falas de profissionais atravessadas por preconceitos e desinformação, o que revelou fragilidades na formação e na comunicação sobre o tema. Essa escuta motivou a criação de um espaço de Educação em Saúde Interprofissional, voltado à reflexão crítica e ao compartilhamento de saberes entre estudantes e profissionais da saúde. Durante a palestra, observou-se que a troca entre diferentes áreas possibilitou repensar discursos moralizantes, ampliar o olhar sobre o cuidado e reconhecer que a falta de conhecimento também produz sofrimento. As discussões mostraram que falar sobre ISTs é, sobretudo, falar sobre vínculos, escuta e ética no cuidado, reafirmando a importância da educação em saúde como dispositivo de enfrentamento ao estigma e de promoção da qualidade de vida. CONCLUSÃO:A experiência mostrou que a escuta atenta no hospital é capaz de revelar dimensões invisíveis do cuidado e inspirar ações educativas transformadoras. A palestra interprofissional mostrou que o conhecimento compartilhado é forma de cuidado, capaz de deslocar estigmas e favorecer práticas mais éticas e humanizadas. Reafirma-se a educação em saúde como estratégia de promoção da vida e de fortalecimento do saber coletivo no enfrentamento das ISTs. Apesar da relevância social e clínica do tema, observa-se que as produções científicas sobre educação interprofissional e enfrentamento dos estigmas em ISTs ainda são escassas na literatura, o que reforça a importância de novas investigações e relatos que deem visibilidade a experiências como esta.
O Simpósio de Epidemiologia Hospitalar, realizado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, constituiu-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento das práticas em saúde voltadas à vigilância, prevenção e controle de agravos no ambiente hospitalar.
O evento reuniu profissionais da saúde, gestores, docentes e estudantes interessados na temática da epidemiologia hospitalar, promovendo debates qualificados sobre estratégias de monitoramento de indicadores, segurança do paciente e a importância da atuação multiprofissional na melhoria da qualidade dos serviços.
Por meio de palestras, debates e atividades científicas, o simpósio buscou estimular a reflexão crítica e a disseminação do conhecimento técnico-científico, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da cultura de vigilância epidemiológica no contexto hospitalar. A realização do evento reafirma o compromisso da Santa Casa de Misericórdia de Sobral com a promoção de uma assistência segura e baseada em evidências.
Normas para a confecção dos Resumos Simples
O resumo deve ser configurado em fonte Times New Roman, tamanho 12, margens esquerda e superior: 3cm e direita e inferior: 2 cm; corpo do resumo com alinhamento justificado, em espaçamento simples com texto corrido. O documento deve possuir, em sua primeira linha, o Eixo Temático no qual está sendo submetido o resumo, centralizado e em negrito.
Abaixo do Eixo Temático, deve ser inserido o título do Resumo. O título deve ser breve e informativo com, no máximo, 15 palavras, estar em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Evitar a utilização de siglas e abreviaturas no título. Não empregar ponto final em título de estudo científico.
Os nomes do autor e dos coautores deverão ser inseridos de forma completa e sem abreviações, logo abaixo do título. Os nomes deverão estar alinhados à direita, um abaixo do outro e devem vir acompanhados de numeração para identificação das afiliações.
As afiliações institucionais dos autores devem vir logo abaixo dos nomes, alinhadas à direita, e devem ser iniciadas com o número sobrescrito referente ao seu nome. Devem conter instituição, cidade, estado, país. Nas afiliações, não empregar titulação, utilizar apenas a instituição a qual o autor está e/ou esteve vinculado recentemente para estabelecer a afiliação. Se dois ou mais autores fizerem parte da mesma instituição, atribuir a mesma numeração a estes.
O corpo do resumo deve conter, no mínimo, 400 palavras e, no máximo, 500 palavras (não incluídos o eixo temático, o título, os nomes dos autores, as afiliações institucionais, as palavras-chave e as referências), sendo consideradas somente as palavras do corpo do texto (a partir da palavra “INTRODUÇÃO” até a última palavra da conclusão/considerações finais).
O resumo do trabalho deverá conter obrigatoriamente a sequência abaixo:
a) INTRODUÇÃO: visão geral sobre o assunto, indicando a relevância da pesquisa; b) OBJETIVO: apresentação do propósito do estudo, iniciando com verbo no infinitivo; c) MÉTODOS: especificação do tipo de estudo, da descrição dos procedimentos utilizados na realização da pesquisa como local, amostra, protocolo, tratamento estatístico, entre outros aspectos que o autor considerar necessário; d) RESULTADOS: destacar os resultados alcançados com o estudo, correlacionando com a literatura vigente, sem necessidade de citação de autores; e) CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: apresentar as respostas ao objetivo
da pesquisa;
Abaixo do corpo do resumo devem conter as PALAVRAS-CHAVE: Inserir de três 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave, separadas por vírgula. As palavras-chave poderão ser selecionadas de acordo com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/ ) ou Medical Subject Headings (MeSH) (https://www.nlm.nih.gov/mesh/).
Não deve ser empregada citação de referências no corpo do resumo, exceto em casos de referenciais metodológicos. As referências devem ser inseridas ao final do resumo.
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Não serão permitidas notas de rodapé no resumo.
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