INTRODUÇÃO:A influenza é uma infecção respiratória aguda de alto poder de transmissão, responsável por elevado número de internações e óbitos anualmente, em especial entre idosos, crianças e indivíduos com comorbidades. No Brasil, a vigilância epidemiológica dessa doença é essencial para compreender seu comportamento e contribuir para políticas públicas de prevenção e controle. A análise do perfil das internações por influenza do Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2020 e 2025 é relevante diante das mudanças epidemiológicas observadas após a pandemia de COVID-19, que alterou o padrão de propagação viral e o comportamento das doenças respiratórias sazonais. OBJETIVO: Analisar, por meio de uma revisão bibliográfica, o perfil epidemiológico das internações por influenza no SUS entre 2020 e 2025, destacando fatores associados à ocorrência, distribuição e gravidade dos casos. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão bibliog?afica descritiva, realizada nas bases de dados SciELO, BVS, CAPES Periódicos, utilizando os descritores: Influenza, Hospitalização, Vigilância Epidemiológica e Sistema Único de Saúde, combinados com o operador booleano AND. Foram identificados 20 artigos publicados entre 2020 e 2025, sendo selecionados apenas 5 que apresentaram relação direta com o tema. Os critérios de inclusão foram estudos realizados no Brasil, com enfoque em internações, vigilância e distribuição epidemiológica da influenza. A análise foi conduzida por leitura exploratória e síntese das principais evidências relacionadas ao perfil de internações e seus determinantes. RESULTADOS: Os estudos apontaram que o maior número de internações ocorreu nos anos de 2020 e 2022, com predominância das regiões Sul e Sudoeste, em virtude da maior densidade populacional e favoráveis condições climáticas para circulação viral. Observou-se a predominância de casos graves em idosos e portadores de doenças crônicas, como cardiopatias e diabetes. Em 2021, a redução nas internações coincidiu com o predomínio do SARS-CoV-2, tornando-se evidente a interferência entre os vírus respiratórios e a redução na notificação de influenza. Já a partir de 2023, os artigos indicaram aumento gradual das internações, possivelmente relacionado à retomada da circulação sazonal e à baixa cobertura vacinal contra influenza em algumas faixas etárias. Os autores destacam ainda possíveis falhas na vigilância laboratorial e subnotificações nos sistemas de informação, dificultando o monitoramento adequado da doença. CONCLUSÃO: O perfil epidemiológico das internações por influenza no Brasil nos últimos 5 anos demonstra comportamento flutuante, influenciado pela pandemia de COVID-19 e pelas estratégias de vacinação. Os resultados mostram a importância do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da ampliação da cobertura vacinal e da qualificação das equipes de enfermagem na detecção precoce, notificação e assistência aos casos. A enfermagem desempenha papel central nesse processo, contribuindo para a redução da morbimortalidade e para a efetividade das políticas públicas de imunização e vigilância em saúde.
O Simpósio de Epidemiologia Hospitalar, realizado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, constituiu-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento das práticas em saúde voltadas à vigilância, prevenção e controle de agravos no ambiente hospitalar.
O evento reuniu profissionais da saúde, gestores, docentes e estudantes interessados na temática da epidemiologia hospitalar, promovendo debates qualificados sobre estratégias de monitoramento de indicadores, segurança do paciente e a importância da atuação multiprofissional na melhoria da qualidade dos serviços.
Por meio de palestras, debates e atividades científicas, o simpósio buscou estimular a reflexão crítica e a disseminação do conhecimento técnico-científico, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da cultura de vigilância epidemiológica no contexto hospitalar. A realização do evento reafirma o compromisso da Santa Casa de Misericórdia de Sobral com a promoção de uma assistência segura e baseada em evidências.
Normas para a confecção dos Resumos Simples
O resumo deve ser configurado em fonte Times New Roman, tamanho 12, margens esquerda e superior: 3cm e direita e inferior: 2 cm; corpo do resumo com alinhamento justificado, em espaçamento simples com texto corrido. O documento deve possuir, em sua primeira linha, o Eixo Temático no qual está sendo submetido o resumo, centralizado e em negrito.
Abaixo do Eixo Temático, deve ser inserido o título do Resumo. O título deve ser breve e informativo com, no máximo, 15 palavras, estar em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Evitar a utilização de siglas e abreviaturas no título. Não empregar ponto final em título de estudo científico.
Os nomes do autor e dos coautores deverão ser inseridos de forma completa e sem abreviações, logo abaixo do título. Os nomes deverão estar alinhados à direita, um abaixo do outro e devem vir acompanhados de numeração para identificação das afiliações.
As afiliações institucionais dos autores devem vir logo abaixo dos nomes, alinhadas à direita, e devem ser iniciadas com o número sobrescrito referente ao seu nome. Devem conter instituição, cidade, estado, país. Nas afiliações, não empregar titulação, utilizar apenas a instituição a qual o autor está e/ou esteve vinculado recentemente para estabelecer a afiliação. Se dois ou mais autores fizerem parte da mesma instituição, atribuir a mesma numeração a estes.
O corpo do resumo deve conter, no mínimo, 400 palavras e, no máximo, 500 palavras (não incluídos o eixo temático, o título, os nomes dos autores, as afiliações institucionais, as palavras-chave e as referências), sendo consideradas somente as palavras do corpo do texto (a partir da palavra “INTRODUÇÃO” até a última palavra da conclusão/considerações finais).
O resumo do trabalho deverá conter obrigatoriamente a sequência abaixo:
a) INTRODUÇÃO: visão geral sobre o assunto, indicando a relevância da pesquisa; b) OBJETIVO: apresentação do propósito do estudo, iniciando com verbo no infinitivo; c) MÉTODOS: especificação do tipo de estudo, da descrição dos procedimentos utilizados na realização da pesquisa como local, amostra, protocolo, tratamento estatístico, entre outros aspectos que o autor considerar necessário; d) RESULTADOS: destacar os resultados alcançados com o estudo, correlacionando com a literatura vigente, sem necessidade de citação de autores; e) CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: apresentar as respostas ao objetivo
da pesquisa;
Abaixo do corpo do resumo devem conter as PALAVRAS-CHAVE: Inserir de três 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave, separadas por vírgula. As palavras-chave poderão ser selecionadas de acordo com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/ ) ou Medical Subject Headings (MeSH) (https://www.nlm.nih.gov/mesh/).
Não deve ser empregada citação de referências no corpo do resumo, exceto em casos de referenciais metodológicos. As referências devem ser inseridas ao final do resumo.
Não devem ser incluídos gráficos, figuras e nem tabelas no corpo do resumo.
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