O IMPACTO DOS FATORES SOCIOECONÔMICOS NO CONTROLE DA HANSENÍASE E A REALIDADE NO NORDESTE BRASILEIRO

  • Autor
  • Lara Isabel Romão Carvalho
  • Co-autores
  • Anna Kayla Ribeiro Furtado , Joice Batista Gomes , Renata Vasconcelos Boto , Anderson Weiny Barbalho Silva
  • Resumo
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    INTRODUÇÃO: A hanseníase é uma infecção crônica de evolução lenta, causada pelo Mycobacterium leprae, cuja persistência no Brasil reflete desigualdades históricas e sociais. No Nordeste, na região do semiárido, a doença mantém elevada incidência, relacionando-se fortemente a condições de pobreza, baixa escolaridade, moradias insalubres e fragilidade dos serviços de saúde. Esses fatores contribuem para a transmissão contínua e dificultam o diagnóstico precoce. Assim, compreender a influência dos fatores socioeconômicos na ocorrência da hanseníase é importante para subsidiar políticas públicas voltadas à redução das iniquidades e ao fortalecimento das ações de vigilância e cuidado. OBJETIVO: Analisar a influência dos fatores socioeconômicos no controle e na persistência da hanseníase no Nordeste brasileiro, destacando desafios e estratégias de enfrentamento no contexto das políticas públicas de saúde. MÉTODOS: Foi conduzida uma revisão integrativa da literatura, por meio de buscas na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores "hanseníase", "fatores socioeconômicos" e "nordeste", combinados pelo operador booleano AND. A busca inicial, realizada sem filtros, resultou em 16 artigos. A aplicação do filtro de texto completo gratuito manteve o total em 16 artigos. Desses artigos, 5 foram excluídos por serem duplicados, restando 11 artigos para a triagem inicial. Após a leitura de títulos e resumos, 8 artigos foram considerados elegíveis para análise mais detalhada e compuseram a amostra final. RESULTADOS: Os estudos analisados apontam que a exposição a fatores socioeconômicos desfavoráveis é um determinante importante para a alta incidência de hanseníase na população do Nordeste brasileiro. Condições de pobreza, baixa escolaridade e desigualdade de renda formam um ambiente de vulnerabilidade que facilita a propagação e a manutenção da doença. A urbanização desordenada e as más condições de higiene associadas à privação social atuam como aceleradores do adoecimento. Estudos sugerem que a melhoria dessas condições, por meio de programas de transferência de renda, está diretamente ligada à redução de novos casos, evidenciando que intervenções sociais são estratégias eficazes para o controle da hanseníase na região. CONCLUSÃO: O estudo demonstra que a elevada incidência de hanseníase no Nordeste brasileiro decorre de um desequilíbrio social marcado por pobreza, baixa escolaridade e condições habitacionais precárias. Esses fatores interagem e favorecem a manutenção da transmissão do Mycobacterium leprae, sobretudo em contextos de vulnerabilidade e acesso limitado aos serviços de saúde. Esses achados ampliam a compreensão sobre a influência dos determinantes sociais na hanseníase e reforçam a importância de políticas integradas para reduzir desigualdades e promover equidade em saúde.

     

  • Palavras-chave
  • doenças infecciosas, fatores socioeconômicos, determinantes sociais da saúde.
  • Área Temática
  • Políticas Públicas e Vigilância em Saúde
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O Simpósio de Epidemiologia Hospitalar, realizado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, constituiu-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento das práticas em saúde voltadas à vigilância, prevenção e controle de agravos no ambiente hospitalar.

O evento reuniu profissionais da saúde, gestores, docentes e estudantes interessados na temática da epidemiologia hospitalar, promovendo debates qualificados sobre estratégias de monitoramento de indicadores, segurança do paciente e a importância da atuação multiprofissional na melhoria da qualidade dos serviços.

Por meio de palestras, debates e atividades científicas, o simpósio buscou estimular a reflexão crítica e a disseminação do conhecimento técnico-científico, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da cultura de vigilância epidemiológica no contexto hospitalar. A realização do evento reafirma o compromisso da Santa Casa de Misericórdia de Sobral com a promoção de uma assistência segura e baseada em evidências.

Normas para a confecção dos Resumos Simples

O resumo deve ser configurado em fonte Times New Roman, tamanho 12, margens esquerda e superior: 3cm e direita e inferior: 2 cm; corpo do resumo com alinhamento justificado, em espaçamento simples com texto corrido. O documento deve possuir, em sua primeira linha, o Eixo Temático no qual está sendo submetido o resumo, centralizado e em negrito. 

Abaixo do Eixo Temático, deve ser inserido o título do Resumo. O título deve ser breve e informativo com, no máximo, 15 palavras, estar em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Evitar a utilização de siglas e abreviaturas no título. Não empregar ponto final em título de estudo científico.

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As afiliações institucionais dos autores devem vir logo abaixo dos nomes, alinhadas à direita, e devem ser iniciadas com o número sobrescrito referente ao seu nome. Devem conter instituição, cidade, estado, país. Nas afiliações, não empregar titulação, utilizar apenas a instituição a qual o autor está e/ou esteve vinculado recentemente para estabelecer a afiliação. Se dois ou mais autores fizerem parte da mesma instituição, atribuir a mesma numeração a estes.

O corpo do resumo deve conter, no mínimo, 400 palavras e, no máximo, 500 palavras (não incluídos o eixo temático, o título, os nomes dos autores, as afiliações institucionais, as palavras-chave e as referências), sendo consideradas somente as palavras do corpo do texto (a partir da palavra “INTRODUÇÃO” até a última palavra da conclusão/considerações finais). 

O resumo do trabalho deverá conter obrigatoriamente a sequência abaixo:
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da pesquisa; 

Abaixo do corpo do resumo devem conter as PALAVRAS-CHAVE: Inserir de três 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave, separadas por vírgula. As palavras-chave poderão ser selecionadas de acordo com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/ ) ou Medical Subject Headings (MeSH) (https://www.nlm.nih.gov/mesh/). 

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