DO LEITO AO SORRISO: RISOTERAPIA COM CRIANÇAS APÓS A INTERNAÇÃO NA UTI

  • Autor
  • Cândida Eduarda Pinheiro Dantas
  • Co-autores
  • Ingred Kellen Aparecida Alburquerque Portela , Yasmin Fernandes Marques , Thalyta Thayane Silva Linhares
  • Resumo
  • INTRODUÇÃO: A hospitalização em unidades de terapia intensiva (UTI) representa um dos momentos mais críticos vivenciados por crianças, marcado por dor, medo, isolamento e ruptura da rotina, o que pode resultar em impacto negativo tanto no âmbito físico quanto psicossocial. Nesse contexto, estratégias terapêuticas não convencionais, como a risoterapia, emergem como recursos inovadores para a humanização do cuidado infantil. Estudos indicam que atividades baseadas no humor e no riso colaboram para a redução da ansiedade, alívio da dor e promoção de bem-estar em crianças hospitalizadas, favorecendo a adesão ao tratamento e melhor recuperação. Além disso, a risoterapia tem se mostrado uma ferramenta importante na reconstrução da experiência emocional da criança após a alta, fortalecendo vínculos familiares e estimulando aspectos cognitivos e afetivos. OBJETIVO: Analisar como a prática da risoterapia pode contribuir para a redução dos impactos emocionais em crianças após a internação em UTI. MÉTODO: Trata-se de uma revisão de literatura narrativa, realizada entre os anos 2015 2025 nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Utilizaram-se os descritores ‘risoterapia’, ‘criança’ e ‘UTI’ combinados com o operador booleano AND. Foram incluídos artigos disponíveis em português e em texto completo, que abordassem o uso da risoterapia com crianças hospitalizadas. A análise do corpus textual foi conduzida de forma interpretativa, buscando identificar os principais efeitos terapêuticos e emocionais expostos nos estudos. RESULTADOS: A risoterapia é utilizada em diversas áreas da saúde, especialmente no contexto hospitalar, mostrando eficácia na diminuição dos níveis de cortisol, melhora da circulação sanguínea e fortalecimento do humor, contribuindo para a redução da ansiedade. O hospital, muitas vezes visto como ambiente hostil e distante da realidade cotidiana da criança, pode se transformar, por meio do riso e do brincar, em um espaço de cuidado e ressignificação. Na UTI, onde há atenção elevada e surgem emoções como solidão, medo e ansiedade devido à ruptura da rotina e ao afastamento familiar, a risoterapia acolhe as manifestações psíquicas da criança, favorecendo a expressão do sofrimento e promovendo o desenvolvimento infantil. O humor amplia a ótica do cuidado, rompendo com a rigidez técnica e possibilitando práticas mais sensíveis e humanizadas. Além disso, a terapia do riso é de fácil aplicação, baixo custo e ampla adaptabilidade, contribuindo para a melhora orgânica e emocional e configurando-se como recurso relevante para a humanização do cuidado em saúde. CONCLUSÃO: Conclui-se que a risoterapia é uma estratégia potente de cuidado humanizado e recuperação emocional de crianças após internação em UTI. Ela favorece o enfrentamento do medo, ansiedade e estresse, ampliando o processo de cura para dimensões afetivas e sociais. Ao ser usada como recurso terapêutico, o riso valoriza a subjetividade da criança e promove uma assistência mais empática e integral. Assim, contribui para o bem-estar imediato e para experiências positivas no ambiente hospitalar, fortalecendo o vínculo entre equipe, paciente e família e ressignificando o hospital como espaço possível de cuidado e alegria.

  • Palavras-chave
  • Risoterapia, UTI e Crianças
  • Área Temática
  • Educação em Saúde e Promoção da Qualidade de Vida
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O Simpósio de Epidemiologia Hospitalar, realizado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, constituiu-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento das práticas em saúde voltadas à vigilância, prevenção e controle de agravos no ambiente hospitalar.

O evento reuniu profissionais da saúde, gestores, docentes e estudantes interessados na temática da epidemiologia hospitalar, promovendo debates qualificados sobre estratégias de monitoramento de indicadores, segurança do paciente e a importância da atuação multiprofissional na melhoria da qualidade dos serviços.

Por meio de palestras, debates e atividades científicas, o simpósio buscou estimular a reflexão crítica e a disseminação do conhecimento técnico-científico, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da cultura de vigilância epidemiológica no contexto hospitalar. A realização do evento reafirma o compromisso da Santa Casa de Misericórdia de Sobral com a promoção de uma assistência segura e baseada em evidências.

Normas para a confecção dos Resumos Simples

O resumo deve ser configurado em fonte Times New Roman, tamanho 12, margens esquerda e superior: 3cm e direita e inferior: 2 cm; corpo do resumo com alinhamento justificado, em espaçamento simples com texto corrido. O documento deve possuir, em sua primeira linha, o Eixo Temático no qual está sendo submetido o resumo, centralizado e em negrito. 

Abaixo do Eixo Temático, deve ser inserido o título do Resumo. O título deve ser breve e informativo com, no máximo, 15 palavras, estar em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Evitar a utilização de siglas e abreviaturas no título. Não empregar ponto final em título de estudo científico.

Os nomes do autor e dos coautores deverão ser inseridos de forma completa e sem abreviações, logo abaixo do título. Os nomes deverão estar alinhados à direita, um abaixo do outro e devem vir acompanhados de numeração para identificação das afiliações.

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O corpo do resumo deve conter, no mínimo, 400 palavras e, no máximo, 500 palavras (não incluídos o eixo temático, o título, os nomes dos autores, as afiliações institucionais, as palavras-chave e as referências), sendo consideradas somente as palavras do corpo do texto (a partir da palavra “INTRODUÇÃO” até a última palavra da conclusão/considerações finais). 

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da pesquisa; 

Abaixo do corpo do resumo devem conter as PALAVRAS-CHAVE: Inserir de três 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave, separadas por vírgula. As palavras-chave poderão ser selecionadas de acordo com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/ ) ou Medical Subject Headings (MeSH) (https://www.nlm.nih.gov/mesh/). 

Não deve ser empregada citação de referências no corpo do resumo, exceto em casos de referenciais metodológicos. As referências devem ser inseridas ao final do resumo. 

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