PAPEL DO FARMACÊUTICO NA PREVENÇÃO INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE

  • Autor
  • Gabriele Oliveira Frota
  • Co-autores
  • Myrlla Mesquita Teixeira , Luiza Darla Aguiar Silva
  • Resumo
  •  

    INTRODUÇÃO: Segundo Batista (2023), o farmacêutico é o único profissional com conhecimento técnico-científico e legislativo diretamente envolvido na política de uso racional de medicamentos, desempenhando papel essencial na orientação quanto ao uso correto desses produtos. Nesse contexto, sua atuação nas instituições de saúde é fundamental para garantir maior segurança na terapia medicamentosa, contribuindo para a redução de eventos adversos e das infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). Essas infecções estão frequentemente associadas à elevação da morbimortalidade e ao prolongamento das internações hospitalares. Logo, a atuação do farmacêutico torna-se essencial no monitoramento do uso de antimicrobianos, na implementação de medidas de controle e  na prevenção de infecções, através da promoção do uso racional de antibióticos, assumindo assim, um papel estratégico na promoção da segurança do paciente e na efetivação das políticas institucionais de prevenção das IRAS. OBJETIVO: Realizar uma revisão bibliográfica acerca da importância da atuação farmacêutica na prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). MÉTODOS: A pesquisa foi conduzida através de uma revisão narrativa da literatura, utilizando bases de dados como PubMed e Google Acadêmico. Foram empregados Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), combinados com o operador booleano AND, seguindo a seguinte estratégia: Farmácia AND Atuação AND Infecções. Foram incluídos artigos completos publicados entre 2020 - 2025, nos idiomas inglês e português, que abordassem atuação do farmacêutico na prevenção ou controle de infecções relacionadas à assistência à saúde. Excluíram-se trabalhos duplicados ou que não apresentassem relação direta com o tema. RESULTADOS:  A análise dos estudos evidenciou o papel estratégico do farmacêutico na prevenção das IRAS. De acordo com Batista (2023), a atuação clínica do farmacêutico contribui diretamente para o uso racional de medicamentos e para a redução de problemas relacionados à farmacoterapia, impactando de forma significativa a segurança do paciente e a diminuição da incidência de infecções hospitalares. O acompanhamento farmacoterapêutico e as intervenções realizadas junto à equipe multiprofissional permitem um controle eficaz do uso de antimicrobianos. Esse controle é crucial, visto que o uso inadequado desses medicamentos constitui uma das principais causas do aumento da resistência bacteriana, fator que agrava o quadro das IRAS e eleva os custos hospitalares. Além disso, a presença do farmacêutico em comissões hospitalares como: a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e a Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT), fortalece a vigilância e o monitoramento de infecções e contribuindo para práticas assistenciais mais seguras. CONCLUSÃO: Os estudos analisados demonstram a relevância da atuação farmacêutica na profilaxia e no controle das infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). O farmacêutico, ao integrar-se às equipes multiprofissionais, contribui de forma direta para a segurança do paciente e eficácia das terapias medicamentosas. Sua participação em programas de uso racional de antimicrobianos, bem como nas ações de vigilância e controle de infecções, reforça a efetividade das políticas institucionais de prevenção. Conclui-se, que o farmacêutico é um agente indispensável na promoção da segurança do paciente, na prevenção das infecções hospitalares e na consolidação de práticas assistenciais sustentadas em evidências científicas.

  • Palavras-chave
  • Farmácia; Atuação; Infecções.
  • Área Temática
  • Epidemiologia Clínica e Saúde Pública
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O Simpósio de Epidemiologia Hospitalar, realizado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, constituiu-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento das práticas em saúde voltadas à vigilância, prevenção e controle de agravos no ambiente hospitalar.

O evento reuniu profissionais da saúde, gestores, docentes e estudantes interessados na temática da epidemiologia hospitalar, promovendo debates qualificados sobre estratégias de monitoramento de indicadores, segurança do paciente e a importância da atuação multiprofissional na melhoria da qualidade dos serviços.

Por meio de palestras, debates e atividades científicas, o simpósio buscou estimular a reflexão crítica e a disseminação do conhecimento técnico-científico, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da cultura de vigilância epidemiológica no contexto hospitalar. A realização do evento reafirma o compromisso da Santa Casa de Misericórdia de Sobral com a promoção de uma assistência segura e baseada em evidências.

Normas para a confecção dos Resumos Simples

O resumo deve ser configurado em fonte Times New Roman, tamanho 12, margens esquerda e superior: 3cm e direita e inferior: 2 cm; corpo do resumo com alinhamento justificado, em espaçamento simples com texto corrido. O documento deve possuir, em sua primeira linha, o Eixo Temático no qual está sendo submetido o resumo, centralizado e em negrito. 

Abaixo do Eixo Temático, deve ser inserido o título do Resumo. O título deve ser breve e informativo com, no máximo, 15 palavras, estar em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Evitar a utilização de siglas e abreviaturas no título. Não empregar ponto final em título de estudo científico.

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O corpo do resumo deve conter, no mínimo, 400 palavras e, no máximo, 500 palavras (não incluídos o eixo temático, o título, os nomes dos autores, as afiliações institucionais, as palavras-chave e as referências), sendo consideradas somente as palavras do corpo do texto (a partir da palavra “INTRODUÇÃO” até a última palavra da conclusão/considerações finais). 

O resumo do trabalho deverá conter obrigatoriamente a sequência abaixo:
a) INTRODUÇÃO: visão geral sobre o assunto, indicando a relevância da pesquisa; b) OBJETIVO: apresentação do propósito do estudo, iniciando com verbo no infinitivo; c) MÉTODOS: especificação do tipo de estudo, da descrição dos procedimentos utilizados na realização da pesquisa como local, amostra, protocolo, tratamento estatístico, entre outros aspectos que o autor considerar necessário; d) RESULTADOS: destacar os resultados alcançados com o estudo, correlacionando com a literatura vigente, sem necessidade de citação de autores; e) CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: apresentar as respostas ao objetivo
da pesquisa; 

Abaixo do corpo do resumo devem conter as PALAVRAS-CHAVE: Inserir de três 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave, separadas por vírgula. As palavras-chave poderão ser selecionadas de acordo com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/ ) ou Medical Subject Headings (MeSH) (https://www.nlm.nih.gov/mesh/). 

Não deve ser empregada citação de referências no corpo do resumo, exceto em casos de referenciais metodológicos. As referências devem ser inseridas ao final do resumo. 

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