INTRODUÇÃO: Os riscos biológicos correspondem à probabilidade de exposição ocupacional a agentes como vírus, bactérias, fungos, parasitas, príons e toxinas, presentes em fluidos corporais, secreções, resíduos infectantes e superfícies contaminadas. A Norma Regulamentadora nº 32 (NR-32) estabelece diretrizes para minimizar esses riscos por meio da biossegurança, que inclui o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), higienização e descarte adequado de materiais contaminados. A biossegurança, portanto, compreende medidas voltadas à prevenção, redução ou eliminação dos riscos inerentes às atividades em saúde. Os profissionais da enfermagem estão entre os mais vulneráveis aos acidentes ocupacionais, especialmente em ambientes hospitalares e laboratórios. A exposição a sangue e fluidos corporais pode transmitir mais de vinte patógenos, entre eles o HIV e os vírus das hepatites B e C, que possuem alta relevância epidemiológica e clínica. Fatores como estresse, sobrecarga de trabalho, inadequado uso de EPIs e ausência de padronização nas práticas contribuem para a ocorrência desses acidentes, representando riscos tanto aos trabalhadores quanto aos pacientes. OBJETIVO: Analisar os riscos biológicos no ambiente de trabalho da enfermagem e evidenciar a importância das medidas de biossegurança para a prevenção de infecções e proteção dos profissionais e usuários dos serviços de saúde. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional e de série temporal, com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) nacional, entre 2021 e 2024. As variáveis analisadas foram ano de notificação, sexo e região, com organização em planilha Microsoft Excel. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Em 2021 registrou-se o maior número de notificações de acidentes biológicos (30,2%), reduzindo gradualmente até 2024 (20,3%). Essa queda pode estar associada à ampliação do uso de EPIs e ao fortalecimento das práticas de biossegurança. Observou-se predominância das notificações no sexo masculino (85,8%), possivelmente por menor adesão às medidas preventivas. Regionalmente, a maior incidência ocorreu no Sudeste (40,9%), seguida pelo Nordeste (23,3%), Sul (17,7%), Centro-Oeste (9,8%) e Norte (6,8%). No Ceará, Fortaleza concentrou 46,4% das notificações, seguida por Sobral (10,8%) e Cariri. Essa concentração pode estar relacionada ao número de instituições de saúde e à maior estrutura de notificação da capital. Mesmo com a vigência da NR-32, o manuseio incorreto de materiais perfurocortantes e o contato com fluidos corporais ainda são frequentes, revelando falhas na adesão às medidas preventivas.CONCLUSÃO: Evidencia-se a necessidade de fortalecer as ações de biossegurança nos serviços de saúde, priorizando o uso rigoroso de EPIs e a capacitação contínua dos profissionais de enfermagem. A correta notificação e investigação dos acidentes de trabalho são essenciais para subsidiar políticas públicas e garantir ambientes laborais mais seguros. A adoção das normas regulamentadoras e o comprometimento institucional são fundamentais para reduzir a exposição ocupacional, preservar a saúde dos trabalhadores e assegurar a qualidade da assistência prestada à população.
O Simpósio de Epidemiologia Hospitalar, realizado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, constituiu-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento das práticas em saúde voltadas à vigilância, prevenção e controle de agravos no ambiente hospitalar.
O evento reuniu profissionais da saúde, gestores, docentes e estudantes interessados na temática da epidemiologia hospitalar, promovendo debates qualificados sobre estratégias de monitoramento de indicadores, segurança do paciente e a importância da atuação multiprofissional na melhoria da qualidade dos serviços.
Por meio de palestras, debates e atividades científicas, o simpósio buscou estimular a reflexão crítica e a disseminação do conhecimento técnico-científico, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da cultura de vigilância epidemiológica no contexto hospitalar. A realização do evento reafirma o compromisso da Santa Casa de Misericórdia de Sobral com a promoção de uma assistência segura e baseada em evidências.
Normas para a confecção dos Resumos Simples
O resumo deve ser configurado em fonte Times New Roman, tamanho 12, margens esquerda e superior: 3cm e direita e inferior: 2 cm; corpo do resumo com alinhamento justificado, em espaçamento simples com texto corrido. O documento deve possuir, em sua primeira linha, o Eixo Temático no qual está sendo submetido o resumo, centralizado e em negrito.
Abaixo do Eixo Temático, deve ser inserido o título do Resumo. O título deve ser breve e informativo com, no máximo, 15 palavras, estar em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Evitar a utilização de siglas e abreviaturas no título. Não empregar ponto final em título de estudo científico.
Os nomes do autor e dos coautores deverão ser inseridos de forma completa e sem abreviações, logo abaixo do título. Os nomes deverão estar alinhados à direita, um abaixo do outro e devem vir acompanhados de numeração para identificação das afiliações.
As afiliações institucionais dos autores devem vir logo abaixo dos nomes, alinhadas à direita, e devem ser iniciadas com o número sobrescrito referente ao seu nome. Devem conter instituição, cidade, estado, país. Nas afiliações, não empregar titulação, utilizar apenas a instituição a qual o autor está e/ou esteve vinculado recentemente para estabelecer a afiliação. Se dois ou mais autores fizerem parte da mesma instituição, atribuir a mesma numeração a estes.
O corpo do resumo deve conter, no mínimo, 400 palavras e, no máximo, 500 palavras (não incluídos o eixo temático, o título, os nomes dos autores, as afiliações institucionais, as palavras-chave e as referências), sendo consideradas somente as palavras do corpo do texto (a partir da palavra “INTRODUÇÃO” até a última palavra da conclusão/considerações finais).
O resumo do trabalho deverá conter obrigatoriamente a sequência abaixo:
a) INTRODUÇÃO: visão geral sobre o assunto, indicando a relevância da pesquisa; b) OBJETIVO: apresentação do propósito do estudo, iniciando com verbo no infinitivo; c) MÉTODOS: especificação do tipo de estudo, da descrição dos procedimentos utilizados na realização da pesquisa como local, amostra, protocolo, tratamento estatístico, entre outros aspectos que o autor considerar necessário; d) RESULTADOS: destacar os resultados alcançados com o estudo, correlacionando com a literatura vigente, sem necessidade de citação de autores; e) CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: apresentar as respostas ao objetivo
da pesquisa;
Abaixo do corpo do resumo devem conter as PALAVRAS-CHAVE: Inserir de três 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave, separadas por vírgula. As palavras-chave poderão ser selecionadas de acordo com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/ ) ou Medical Subject Headings (MeSH) (https://www.nlm.nih.gov/mesh/).
Não deve ser empregada citação de referências no corpo do resumo, exceto em casos de referenciais metodológicos. As referências devem ser inseridas ao final do resumo.
Não devem ser incluídos gráficos, figuras e nem tabelas no corpo do resumo.
Não serão permitidas notas de rodapé no resumo.
O uso de abreviaturas será restrito àquelas já identificadas anteriormente por extenso no texto do resumo.
As referências devem ser citadas ao final do resumo, em tópico nomeado como REFERÊNCIAS, de acordo com a formatação recomendada pela ABNT.
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