INTRODUÇÃO: O câncer de próstata é a neoplasia maligna mais frequente entre os homens e uma das principais causas de mortalidade no Brasil. No Ceará, representa um importante problema de saúde pública, com aumento dos casos e óbitos nas últimas décadas. A campanha Novembro Azul reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Compreender o comportamento dessa neoplasia é essencial para orientar ações de vigilância e cuidado à saúde masculina. OBJETIVO: Analisar o perfil epidemiológico do câncer de próstata no Ceará entre 2015 e 2024, identificando tendências de incidência e mortalidade. MÉTODOS: Foi realizado um estudo epidemiológico analítico, observacional e ecológico. A população da pesquisa foi casos de morte de neoplasias malignas de próstata, estadiamento por idade e morte por neoplasia gerais na população masculina no Ceará entre 2015 e 2024. Os dados são de domínio público e foram coletados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações de Câncer (SISCAN) em outubro de 2025. As informações foram organizadas em planilhas do Excel e analisadas por meio de estatística descritiva, com apresentação dos resultados em tabelas e gráficos. RESULTADOS: Entre 2015 e 2024, foram registrados 6.806 óbitos por neoplasia maligna de próstata no Ceará, com média anual de 681 mortes. O número de mortes manteve relativa estabilidade ao longo do período, com média anual de 681 óbitos. Observou-se leve aumento entre 2015 (616 óbitos) e o pico em 2021 (717), seguido de estabilização até 2024 (685). No mesmo período, as neoplasias malignas masculinas totalizaram 47.729 óbitos, sendo o câncer de próstata responsável por 14,3% das mortes, consolidando-se entre as principais causas de mortalidade oncológica masculina no estado. Foram notificados 13.860 novos casos, com crescimento até 2019 (1.688 casos) e queda posterior, sugerindo impacto de subnotificação ou redução de rastreamento no período pandêmico e pós-pandêmico. A taxa média foi de 49,1 óbitos para cada 100 diagnósticos. A maioria dos casos ocorreu em homens com 65 anos ou mais (72,7%), destacando maior frequência nas faixas de 70–74 anos (21,2%), 75–79 anos (18,7%) e 80 anos ou mais (14,2%) as mais acometidas. Evidenciando forte correlação entre o envelhecimento populacional e a incidência da doença. Houve predominância de diagnósticos em estágios avançados (III e IV, 43,5%), frente a apenas 10,8% em estágios iniciais, sugerindo atraso no diagnóstico e limitações na completude dos registros clínicos. CONCLUSÃO: Os achados indicam que o câncer de próstata permanece como uma das principais causas de morte por neoplasia em homens no Ceará, com tendência estável de mortalidade e redução nas notificações de novos casos. A elevada proporção de diagnósticos em estágios avançados e a alta razão mortalidade/incidência refletem falhas no diagnóstico precoce e dificuldades de acesso ao sistema de saúde. O fortalecimento das políticas públicas de detecção precoce, educação em saúde e ampliação do acesso ao tratamento especializado, especialmente para homens acima dos 60 anos são estratégias do novembro azul que podem reduzir a mortalidade e melhorar o prognóstico dessa neoplasia.
O Simpósio de Epidemiologia Hospitalar, realizado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, constituiu-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento das práticas em saúde voltadas à vigilância, prevenção e controle de agravos no ambiente hospitalar.
O evento reuniu profissionais da saúde, gestores, docentes e estudantes interessados na temática da epidemiologia hospitalar, promovendo debates qualificados sobre estratégias de monitoramento de indicadores, segurança do paciente e a importância da atuação multiprofissional na melhoria da qualidade dos serviços.
Por meio de palestras, debates e atividades científicas, o simpósio buscou estimular a reflexão crítica e a disseminação do conhecimento técnico-científico, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da cultura de vigilância epidemiológica no contexto hospitalar. A realização do evento reafirma o compromisso da Santa Casa de Misericórdia de Sobral com a promoção de uma assistência segura e baseada em evidências.
Normas para a confecção dos Resumos Simples
O resumo deve ser configurado em fonte Times New Roman, tamanho 12, margens esquerda e superior: 3cm e direita e inferior: 2 cm; corpo do resumo com alinhamento justificado, em espaçamento simples com texto corrido. O documento deve possuir, em sua primeira linha, o Eixo Temático no qual está sendo submetido o resumo, centralizado e em negrito.
Abaixo do Eixo Temático, deve ser inserido o título do Resumo. O título deve ser breve e informativo com, no máximo, 15 palavras, estar em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Evitar a utilização de siglas e abreviaturas no título. Não empregar ponto final em título de estudo científico.
Os nomes do autor e dos coautores deverão ser inseridos de forma completa e sem abreviações, logo abaixo do título. Os nomes deverão estar alinhados à direita, um abaixo do outro e devem vir acompanhados de numeração para identificação das afiliações.
As afiliações institucionais dos autores devem vir logo abaixo dos nomes, alinhadas à direita, e devem ser iniciadas com o número sobrescrito referente ao seu nome. Devem conter instituição, cidade, estado, país. Nas afiliações, não empregar titulação, utilizar apenas a instituição a qual o autor está e/ou esteve vinculado recentemente para estabelecer a afiliação. Se dois ou mais autores fizerem parte da mesma instituição, atribuir a mesma numeração a estes.
O corpo do resumo deve conter, no mínimo, 400 palavras e, no máximo, 500 palavras (não incluídos o eixo temático, o título, os nomes dos autores, as afiliações institucionais, as palavras-chave e as referências), sendo consideradas somente as palavras do corpo do texto (a partir da palavra “INTRODUÇÃO” até a última palavra da conclusão/considerações finais).
O resumo do trabalho deverá conter obrigatoriamente a sequência abaixo:
a) INTRODUÇÃO: visão geral sobre o assunto, indicando a relevância da pesquisa; b) OBJETIVO: apresentação do propósito do estudo, iniciando com verbo no infinitivo; c) MÉTODOS: especificação do tipo de estudo, da descrição dos procedimentos utilizados na realização da pesquisa como local, amostra, protocolo, tratamento estatístico, entre outros aspectos que o autor considerar necessário; d) RESULTADOS: destacar os resultados alcançados com o estudo, correlacionando com a literatura vigente, sem necessidade de citação de autores; e) CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: apresentar as respostas ao objetivo
da pesquisa;
Abaixo do corpo do resumo devem conter as PALAVRAS-CHAVE: Inserir de três 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave, separadas por vírgula. As palavras-chave poderão ser selecionadas de acordo com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/ ) ou Medical Subject Headings (MeSH) (https://www.nlm.nih.gov/mesh/).
Não deve ser empregada citação de referências no corpo do resumo, exceto em casos de referenciais metodológicos. As referências devem ser inseridas ao final do resumo.
Não devem ser incluídos gráficos, figuras e nem tabelas no corpo do resumo.
Não serão permitidas notas de rodapé no resumo.
O uso de abreviaturas será restrito àquelas já identificadas anteriormente por extenso no texto do resumo.
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