DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA NO BRASIL DIANTE DAS DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA

  • Autor
  • Janielle Silveira Alves
  • Co-autores
  • Maria eduarda Fernandes de Sousa , Pollyanna Martins
  • Resumo
  • INTRODUÇÃO:A vigilância epidemiológica tem papel essencial na detecção, monitoramento e controle das doenças de notificação compulsória no Brasil. Durante a pandemia de COVID-19, observou-se a fragilidade e a sobrecarga dos sistemas de vigilância, especialmente frente às transformações tecnológicas e institucionais. A análise dos estudos evidencia a importância da integração entre informação em saúde, políticas públicas e fortalecimento das estruturas de vigilância para garantir respostas rápidas e eficazes às emergências sanitárias. OBJETIVO: Analisar evidências científicas sobre os desafios e as perspectivas da vigilância epidemiológica no Brasil, com foco nas doenças de notificação compulsória. MÉTODOSTrata-se de uma revisão narrativa de literatura, elaborada a partir da análise de artigos científicos e documentos institucionais obtidos nas bases de dados SciELO e Research Society and Developmente materiais técnicos publicados pelo Ministério da Saúde. Fora selecionadas cinco produções científicas para realizar análise completa e responder o objetivo da pesquisa. RESULTADOS: Os estudos analisados apontam que a pandemia de COVID-19 provocou um expressivo decréscimo nas notificações de outras doenças compulsórias, com destaque para o ano de 2020, em que a Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Renaveh) registrou redução de mais de 140 mil notificações em relação a 2019. Esse cenário refletiu a sobrecarga dos serviços, a priorização do enfrentamento à pandemia e o afastamento de profissionais da vigilância. Identificou-se ainda a permanência de doenças negligenciadas, como hanseníase, tuberculose, leishmaniose e malária, com incidência significativa nas regiões Norte e Nordeste, associada à desigualdade de investimentos e infraestrutura. O Relatório de Gestão da Secretaria de Vigilância em Saúde (2019–2020) destacou o esforço de modernização do sistema de vigilância, com reestruturação de departamentos, capacitação de profissionais, ampliação de parcerias interinstitucionais e investimento em sistemas de informação e laboratórios de biossegurança. Entretanto, persistem desafios como a subnotificação de casos, falhas na integração entre vigilância e atenção básica, dificuldades no uso de tecnologias de informação e desigualdade regional no acesso aos serviços. Além disso, estudos recentes reforçam a necessidade de padronização e qualificação dos dados em saúde, uma vez que a fragmentação das bases compromete a efetividade da vigilância e o planejamento das ações públicas. Também foi evidenciado que a vigilância em saúde precisa de estratégias mais efetivas para garantir a continuidade das ações em períodos de crise sanitária e evitar a interrupção de programas essenciais. CONCLUSÃO: Conclui-se que a vigilância epidemiológica brasileira enfrenta desafios estruturais, operacionais e políticos que comprometem o controle das doenças de notificação compulsória. As perspectivas apontam para a necessidade de fortalecimento dos sistemas de informação, valorização dos profissionais, ampliação dos investimentos e integração entre vigilância, pesquisa e atenção primária. O aprendizado decorrente da pandemia deve orientar a construção de um modelo mais resiliente e efetivo, garantindo resposta rápida e equitativa às emergências em saúde pública.

     

  • Palavras-chave
  • Vigilância epidemiológica; Doenças de notificação compulsória; COVID-19;
  • Área Temática
  • Doenças de Notificação Compulsória
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O Simpósio de Epidemiologia Hospitalar, realizado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, constituiu-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento das práticas em saúde voltadas à vigilância, prevenção e controle de agravos no ambiente hospitalar.

O evento reuniu profissionais da saúde, gestores, docentes e estudantes interessados na temática da epidemiologia hospitalar, promovendo debates qualificados sobre estratégias de monitoramento de indicadores, segurança do paciente e a importância da atuação multiprofissional na melhoria da qualidade dos serviços.

Por meio de palestras, debates e atividades científicas, o simpósio buscou estimular a reflexão crítica e a disseminação do conhecimento técnico-científico, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da cultura de vigilância epidemiológica no contexto hospitalar. A realização do evento reafirma o compromisso da Santa Casa de Misericórdia de Sobral com a promoção de uma assistência segura e baseada em evidências.

Normas para a confecção dos Resumos Simples

O resumo deve ser configurado em fonte Times New Roman, tamanho 12, margens esquerda e superior: 3cm e direita e inferior: 2 cm; corpo do resumo com alinhamento justificado, em espaçamento simples com texto corrido. O documento deve possuir, em sua primeira linha, o Eixo Temático no qual está sendo submetido o resumo, centralizado e em negrito. 

Abaixo do Eixo Temático, deve ser inserido o título do Resumo. O título deve ser breve e informativo com, no máximo, 15 palavras, estar em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Evitar a utilização de siglas e abreviaturas no título. Não empregar ponto final em título de estudo científico.

Os nomes do autor e dos coautores deverão ser inseridos de forma completa e sem abreviações, logo abaixo do título. Os nomes deverão estar alinhados à direita, um abaixo do outro e devem vir acompanhados de numeração para identificação das afiliações.

As afiliações institucionais dos autores devem vir logo abaixo dos nomes, alinhadas à direita, e devem ser iniciadas com o número sobrescrito referente ao seu nome. Devem conter instituição, cidade, estado, país. Nas afiliações, não empregar titulação, utilizar apenas a instituição a qual o autor está e/ou esteve vinculado recentemente para estabelecer a afiliação. Se dois ou mais autores fizerem parte da mesma instituição, atribuir a mesma numeração a estes.

O corpo do resumo deve conter, no mínimo, 400 palavras e, no máximo, 500 palavras (não incluídos o eixo temático, o título, os nomes dos autores, as afiliações institucionais, as palavras-chave e as referências), sendo consideradas somente as palavras do corpo do texto (a partir da palavra “INTRODUÇÃO” até a última palavra da conclusão/considerações finais). 

O resumo do trabalho deverá conter obrigatoriamente a sequência abaixo:
a) INTRODUÇÃO: visão geral sobre o assunto, indicando a relevância da pesquisa; b) OBJETIVO: apresentação do propósito do estudo, iniciando com verbo no infinitivo; c) MÉTODOS: especificação do tipo de estudo, da descrição dos procedimentos utilizados na realização da pesquisa como local, amostra, protocolo, tratamento estatístico, entre outros aspectos que o autor considerar necessário; d) RESULTADOS: destacar os resultados alcançados com o estudo, correlacionando com a literatura vigente, sem necessidade de citação de autores; e) CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: apresentar as respostas ao objetivo
da pesquisa; 

Abaixo do corpo do resumo devem conter as PALAVRAS-CHAVE: Inserir de três 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave, separadas por vírgula. As palavras-chave poderão ser selecionadas de acordo com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/ ) ou Medical Subject Headings (MeSH) (https://www.nlm.nih.gov/mesh/). 

Não deve ser empregada citação de referências no corpo do resumo, exceto em casos de referenciais metodológicos. As referências devem ser inseridas ao final do resumo. 

Não devem ser incluídos gráficos, figuras e nem tabelas no corpo do resumo.
Não serão permitidas notas de rodapé no resumo.
O uso de abreviaturas será restrito àquelas já identificadas anteriormente por extenso no texto do resumo.
As referências devem ser citadas ao final do resumo, em tópico nomeado como REFERÊNCIAS, de acordo com a formatação recomendada pela ABNT.
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  • Epidemiologia Clínica e Saúde Pública
  • Saúde do Trabalhador
  • Sistemas de Informação em Saúde
  • Declaração de Óbito e Declaração de Nascido Vivo
  • Doenças de Notificação Compulsória
  • Políticas Públicas e Vigilância em Saúde
  • Educação em Saúde e Promoção da Qualidade de Vida

Comissão Organizadora

Jefferson de Lima Costa

Comissão Científica

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Anna Larissa Pinto Morais

Bruna Lena Carneiro

Elizarbio Carneiro de Oliveira

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Maria Laiza de Souza

 

Jefferson de Lima Costa 

Tel (3112-0484)

Monitores do Evento

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Ezequiel Soares Gomes

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Jaciele Diniz de Paulo

Janielle Silveira Alves

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Maria Letícia Matos Melo

Pedro Henrique Lima Martins de Araújo

Ravena Lays da Silva Vasconcelos

Rodrigo Albuquerque Prado

Ruan Santiago do Nascimento

Sandrinny Fernandes Ponte

Vitória Cristina Costa da Silva