INTRODUÇÃO: O câncer de mama é a neoplasia de maior incidência e a principal causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil, revelando não apenas um desafio clínico, mas também social, ético e estrutural, que coloca em cena desigualdades históricas e raciais no acesso a saúde. Apesar dos avanços diagnósticos e terapêuticos, as iniquidades raciais permanecem como fatores determinantes para o agravamento do quadro em mulheres negras, que apresentam maior vulnerabilidade social e menor acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento de qualidade. Estudos indicam que, embora a incidência do câncer de mama seja menor entre mulheres negras, a mortalidade é consideravelmente maior, evidenciando uma lacuna persistente de acesso, cuidado e equidade. Diante dessa realidade, tornou-se relevante refletir sobre o câncer de mama em mulheres negras a partir das dimensões éticas, sociais e raciais que atravessam a saúde coletiva e o cuidado oncológico, reconhecendo o racismo estrutural como um determinante em saúde que ainda condiciona desfechos e oportunidades de vida. OBJETIVO: Investigar, a partir de uma revisão narrativa, as desigualdades raciais que influenciam no diagnóstico, tratamento e a sobrevida de mulheres negras com câncer de mama. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada nas bases SciELO, PepPsic e a plataforma BVS, abrangendo o período de 2020 a 2025. Utilizaram-se os descritores: “câncer de mama”, “mulheres negras”, “racismo estrutural”, “vulnerabilidade social” e “iniquidades em saúde”. Foram incluídos artigos em português que abordassem o câncer de mama sob a perspectiva racial e social, e excluídos aqueles de enfoque exclusivamente laboratorial ou genético. A análise do material selecionado foi conduzida a partir da Análise de Conteúdo de Bardin, emergindo estudos entorno da saúde coletiva e da literatura crítica sobre racismo institucional, buscando compreender as inter-relações entre raça, gênero e determinantes sociais no cuidado oncológico. RESULTADOS: desigualdades raciais no câncer de mama se manifestam desde o diagnóstico até a sobrevida. Mulheres negras são frequentemente diagnosticadas em estágios avançados e apresentam maior mortalidade em comparação às mulheres brancas. Essa diferença está associada à vulnerabilidade social, ao menor acesso aos serviços de saúde e aos exames preventivos. Além disso, há maior incidência do subtipo triplo-negativo entre mulheres negras, caracterizado por evolução mais agressiva e menor resposta terapêutica. Esses achados evidenciam a influência das condições estruturais e do racismo na determinação dos desfechos oncológicos.
CONCLUSÃO: As desigualdades raciais no câncer de mama refletem não apenas um desafio de saúde, mas também uma expressão das condições estruturais, sociais e econômicas que atravessam a vida das mulheres negras no Brasil. O racismo estrutural se manifesta na dificuldade de acesso aos serviços de saúde, na precariedade do atendimento e nas limitações financeiras que dificultam a prevenção e o tratamento adequado. Essa realidade evidencia que a luta contra o câncer de mama vai além do campo biomédico, exigindo o enfrentamento das desigualdades históricas que comprometem o direito ao cuidado digno e equitativo.
O Simpósio de Epidemiologia Hospitalar, realizado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, constituiu-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento das práticas em saúde voltadas à vigilância, prevenção e controle de agravos no ambiente hospitalar.
O evento reuniu profissionais da saúde, gestores, docentes e estudantes interessados na temática da epidemiologia hospitalar, promovendo debates qualificados sobre estratégias de monitoramento de indicadores, segurança do paciente e a importância da atuação multiprofissional na melhoria da qualidade dos serviços.
Por meio de palestras, debates e atividades científicas, o simpósio buscou estimular a reflexão crítica e a disseminação do conhecimento técnico-científico, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da cultura de vigilância epidemiológica no contexto hospitalar. A realização do evento reafirma o compromisso da Santa Casa de Misericórdia de Sobral com a promoção de uma assistência segura e baseada em evidências.
Normas para a confecção dos Resumos Simples
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Abaixo do Eixo Temático, deve ser inserido o título do Resumo. O título deve ser breve e informativo com, no máximo, 15 palavras, estar em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Evitar a utilização de siglas e abreviaturas no título. Não empregar ponto final em título de estudo científico.
Os nomes do autor e dos coautores deverão ser inseridos de forma completa e sem abreviações, logo abaixo do título. Os nomes deverão estar alinhados à direita, um abaixo do outro e devem vir acompanhados de numeração para identificação das afiliações.
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O corpo do resumo deve conter, no mínimo, 400 palavras e, no máximo, 500 palavras (não incluídos o eixo temático, o título, os nomes dos autores, as afiliações institucionais, as palavras-chave e as referências), sendo consideradas somente as palavras do corpo do texto (a partir da palavra “INTRODUÇÃO” até a última palavra da conclusão/considerações finais).
O resumo do trabalho deverá conter obrigatoriamente a sequência abaixo:
a) INTRODUÇÃO: visão geral sobre o assunto, indicando a relevância da pesquisa; b) OBJETIVO: apresentação do propósito do estudo, iniciando com verbo no infinitivo; c) MÉTODOS: especificação do tipo de estudo, da descrição dos procedimentos utilizados na realização da pesquisa como local, amostra, protocolo, tratamento estatístico, entre outros aspectos que o autor considerar necessário; d) RESULTADOS: destacar os resultados alcançados com o estudo, correlacionando com a literatura vigente, sem necessidade de citação de autores; e) CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: apresentar as respostas ao objetivo
da pesquisa;
Abaixo do corpo do resumo devem conter as PALAVRAS-CHAVE: Inserir de três 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave, separadas por vírgula. As palavras-chave poderão ser selecionadas de acordo com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/ ) ou Medical Subject Headings (MeSH) (https://www.nlm.nih.gov/mesh/).
Não deve ser empregada citação de referências no corpo do resumo, exceto em casos de referenciais metodológicos. As referências devem ser inseridas ao final do resumo.
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