IMPACTO DAS CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS NA INCIDÊNCIA DE DENGUE EM CENTROS URBANOS DO NORDESTE DO BRASIL

  • Autor
  • Joice Batista Gomes
  • Co-autores
  • Lara Isabel Romão Carvalho , Mariana dos Santos Lima , Myrlla Mesquita Miranda , Anderson Weiny Barbalho Silva
  • Resumo
  • INTRODUÇÃO: A dengue representa um grave desafio de saúde pública no Brasil, com significativa concentração nas áreas urbanas do Nordeste, onde condições socioeconômicas desfavoráveis intensificam sua transmissão. À luz desse fato, a urbanização desordenada, típica de periferias e áreas de expansão urbana, cria cenários ideais para proliferação do Aedes aegypti, com destaque para a gestão inadequada de resíduos sólidos e a infraestrutura sanitária precária, que geram criadouros permanentes para o vetor. Nesse contexto, a heterogeneidade espacial e a alta densidade populacional nessas áreas favorecem o contato humano-vetor, enquanto as análises em diferentes escalas espaciais demonstram variações nessas associações, tornando crucial a investigação desses determinantes para orientar políticas intersetoriais de controle. OBJETIVOS: Identificar os fatores socioeconômicos mais associados ao aumento da incidência de dengue em áreas urbanas do Nordeste brasileiro, com base em evidências científicas recentes. MÉTODOS: Foi realizada uma revisão integrativa, que contou com pesquisa nas bases de dados PubMed e BVS com os descritores “dengue”, “área urbana” e “fatores socioeconômicos’’, usando o operador booleano AND. Foram encontrados 118 artigos na plataforma PubMed e 15 artigos na BVS, sendo selecionados artigos dos últimos 10 anos e com texto completo. Os critérios de inclusão utilizados foram: ocorrência de dengue na região Nordeste do Brasil. Critérios de exclusão: outras arboviroses, como zika e chikungunya, e que ocorrem em outros países. Após isso, foram selecionados 2 artigos no PubMed e 1 artigo na BVS. RESULTADOS: Os resultados confirmam forte correlação entre condições socioeconômicas e a incidência de dengue. A expansão urbana desordenada, sobretudo em periferias, cria infraestrutura precária propícia à proliferação do Aedes aegypti. A gestão inadequada de resíduos sólidos destacou-se como fator importante. A dinâmica viral e a imunidade populacional também são determinantes. Fica evidente que o controle da doença exige uma abordagem intersetorial, integrando saúde, saneamento e planejamento urbano, com foco nos territórios de maior vulnerabilidade. O estudo indica que a ocorrência de casos de dengue no Nordeste brasileiro é causada pela desigualdade socioeconômica, representada pelo crescimento de uma urbanização desordenada, pela deficiência do saneamento básico e pela gestão insatisfatória de resíduos sólidos. Essas variáveis convergem e facilitam a proliferação do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, a incidência de casos da doença, principalmente em locais com infraestrutura precária. CONCLUSÃO: Conclui-se, portanto, que a relação entre as desigualdades socioeconômicas e ambientais é determinante para o aumento de casos de dengue no Nordeste, o que evidencia a urgência de políticas públicas regionais que busquem a equidade em saúde.

     

  • Palavras-chave
  • arboviroses, desigualdade socioeconômica, urbanização
  • Área Temática
  • Políticas Públicas e Vigilância em Saúde
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O Simpósio de Epidemiologia Hospitalar, realizado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, constituiu-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento das práticas em saúde voltadas à vigilância, prevenção e controle de agravos no ambiente hospitalar.

O evento reuniu profissionais da saúde, gestores, docentes e estudantes interessados na temática da epidemiologia hospitalar, promovendo debates qualificados sobre estratégias de monitoramento de indicadores, segurança do paciente e a importância da atuação multiprofissional na melhoria da qualidade dos serviços.

Por meio de palestras, debates e atividades científicas, o simpósio buscou estimular a reflexão crítica e a disseminação do conhecimento técnico-científico, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da cultura de vigilância epidemiológica no contexto hospitalar. A realização do evento reafirma o compromisso da Santa Casa de Misericórdia de Sobral com a promoção de uma assistência segura e baseada em evidências.

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Abaixo do Eixo Temático, deve ser inserido o título do Resumo. O título deve ser breve e informativo com, no máximo, 15 palavras, estar em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Evitar a utilização de siglas e abreviaturas no título. Não empregar ponto final em título de estudo científico.

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da pesquisa; 

Abaixo do corpo do resumo devem conter as PALAVRAS-CHAVE: Inserir de três 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave, separadas por vírgula. As palavras-chave poderão ser selecionadas de acordo com Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) (http://decs.bvs.br/ ) ou Medical Subject Headings (MeSH) (https://www.nlm.nih.gov/mesh/). 

Não deve ser empregada citação de referências no corpo do resumo, exceto em casos de referenciais metodológicos. As referências devem ser inseridas ao final do resumo. 

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