INTRODUÇÃO: No Brasil, o Protocolo de Manchester representa, a forma inicial de acolher o usuário do serviço de saúde nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), realizado por um profissional enfermeiro, o qual avalia e classifica o paciente, conforme o nível de gravidade clínica e hemodinâmica como: emergência (cor vermelha), muito urgente (cor laranja), urgente (cor amarela), pouco urgente (cor verde), sem urgência (cor azul). Assim, os pacientes críticos e instáveis conseguem ter acesso ao atendimento com maior brevidade em relação aos casos de menor gravidade. OBJETIVO: Descrever a experiência de ligantes do Curso de Enfermagem na Classificação de risco em uma Unidade de Pronto Atendimento. MÉTODOS: Este estudo é um relato de experiência descritivo, sob abordagem qualitativa, baseado na vivência, realizada no período de agosto a novembro de 2024, nos turnos matutino, vespertino e noturno, conforme escala de plantões, contabilizando seis horas diárias, em uma Unidade de Pronto Atendimento do Município de Sobral. Serviço referência para atendimentos de urgência e emergência da macrorregião e campo de práticas acadêmicas, por meio da Liga Núcleo de Ensino e Extensão em Assistência Pré hospitalar (NEEAPH) da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). Desse modo, a atuação dos discentes foi intermediada por um preceptor do serviço e a apresentação dos processos assistenciais na classificação de risco, sala de procedimentos, sala de medicação e observação. Assim como, exames laboratoriais, eletrocardiograma (ECG), raio x, e uma equipe composta por profissionais de enfermagem, farmácia e o profissional médico. RESULTADOS: Nesse ínterim, observou-se o perfil clínico dos pacientes, com queixas agudas, crônicas, traumáticas, doenças infecto contagiosas, adoecimento mental, dentre outras queixas. Efetivamente, um cenário o qual requer competências profissionais e acadêmicas para atuar em condições clínicas diversas, onde os diferentes perfis de usuários do serviço de saúde ocasionam um número excedente de pacientes. Assim como, o desconhecimento dos usuários, a respeito do perfil clínico do paciente para o atendimento de urgência e emergência. Desse modo, enquanto ligante, foi possível superar as adversidades presentes no cenário de superlotação, bem como construir um bom relacionamento com a equipe do serviço na passagem de casos de pacientes advindos de outros municípios e pelo Serviço Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Além disso, construir confiança e autonomia para realizar procedimentos de enfermagem, na troca de Sonda nasogástrica, cateterismo vesical de demora, troca de curativos, internação de pacientes e a apropriação dos protocolos de dor torácica, Acidente Vascular Encefálico (AVC) e sepse. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A vivência na UPA, proporcionou um olhar macro sobre o funcionamento do serviço, possibilitou uma contribuição efetiva no processo de formação do enfermeiro, diante das ações compartilhadas e práticas integradas, foi perceptível o quão necessário é a construção do conhecimento compartilhado entre os usuários, profissionais, gestores e as três esferas de gestão. Foi demonstrado, as competências necessárias para um bom desenvolvimento acadêmico, em funções de gerenciamento de pessoal, comunicação efetiva com a equipe e desfecho favorável do paciente grave. Enquanto, limitações a possibilidade de fortalecimento das redes dos serviços de saúde contribuiria para os desafios presentes.
O I Simpósio Interligas foi realizado no Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual Vale do Acarau - (UVA), Campus Derby (CCS). O evento reuniu acadêmicos, docentes e profissionais da área da saúde para debater temas essenciais da enfermagem, com foco na importância das Ligas Acadêmicas como espaços de aprendizado, pesquisa e extensão. Durante três dias, os participantes tiveram acesso a palestras, mesas-redondas, apresentação de trabalhos e minicursos, promovendo um ambiente de troca de experiências e construção de saberes.
Presidente docente do evento:
Jaciara Alves de Sousa
Presidente discente do evento:
Mauro Moura Brito Filho
Comissão Científica
Yara Kethellen Aguiar Costa
Mauro Moura Brito Filho
Jeovâna de Castro Lopes de Vasconcelos
Jaciara Alves de Sousa
Comissão Organizadora
Adriellen Maria de Sousa Xavier
Ana Beatriz Lima Fernandes
Anna Glenda Albuquerque Pedro
Anne Mikaelle Pinheiro Cisne
Dária Maria Paiva Furtado
Gabriel Lira da Silva
Gabriel Silva Nascimento
Georgia Fontenele Albuquerque de Vasconcelos
Isabelle Maria Tertuliano Ribeiro
João Victor Melo Grigorio
Jeovâna de Castro Lopes de Vasconcelos
Maria Meirylane Xavier
Mauro Moura Brito Filho
Milena Lino Barros
Rebeca Prado Costa
Sarah Cristina Araújo Silveira
Thais Lara Batista Menezes
Yara Kethellen Aguiar Costa
Jaciara Alves de Sousa
Monitores
Amanda Viana Sousa
Ana Luísa de Sousa Oliveira
Ana Vitória do Nascimento Monte
Fabri Thierri Estevam Oliveira
Flaviane Albuquerque Vasconcelos
Hellen de Paiva Szkura
Josias Nogueira Pedrosa Junior
Juliana Texeira dos Santos
Maria Amanda Matos Peres
caenfuva@gmail.com
DOI: https://doi.org/10.70271/250305.1112
ISBN: 978-65-01-35870-3