COMPARAÇÃO ENTRE DIRETRIZES DA SURGIVING SEPSIS CAMPAING E PRÁTICAS EM TERAPIA INTENSIVA

  • Autor
  • Edejonas Alves do Nascimento
  • Co-autores
  • Cleyton Cauã Santos Brito , Erick Teodosio Aguiar , Larissa Farias de Sousa , Raimundo Lenilson de Araújo Junior , Vicente Bruno de Freitas Guimarães
  • Resumo
  • INTRODUÇÃO: A sepse é uma das principais causas de mortalidade em unidades de terapia intensiva (UTIs), demandando intervenções rápidas e eficazes. A Surviving Sepsis Campaign (SSC), estabelece diretrizes baseadas em evidências científicas para otimizar a abordagem clínica em pacientes sépticos. No entanto, a implementação dessas diretrizes enfrenta desafios em diferentes contextos, especialmente no Brasil, onde as condições estruturais, a equipe de saúde e a adesão a protocolos são variáveis. Dada a importância da sepse e os desafios da aplicação dos protocolos, esta pesquisa visa comparar as diretrizes da SSC com as práticas adotadas nas UTIs brasileiras, avaliando as diferenças e o impacto nos desfechos clínicos. A análise comparativa é essencial para identificar lacunas no atendimento e sugerir estratégias de melhoria na gestão da sepse.

     

    OBJETIVO: O objetivo deste estudo é comparar as diretrizes da Surviving Sepsis Campaign (SSC) com as práticas clínicas observadas em UTIs brasileiras, destacando as discrepâncias na adesão aos protocolos e o impacto desses fatores nos desfechos clínicos dos pacientes. O estudo busca também avaliar o tempo de administração de antibióticos, monitoramento precoce, reposição volêmica e outros aspectos para o manejo da sepse.

     

    MÉTODOS: Este estudo consiste em uma revisão integrativa da literatura realizada na plataforma SciELO, com a análise de 8 artigos publicados nos últimos 10 anos que abordam a implementação de protocolos de sepse em UTIs, com ênfase nas diretrizes da Surviving Sepsis Campaign. A revisão selecionou estudos que comparam as práticas adotadas nas UTIs brasileiras com as recomendações da SSC.

     

    RESULTADOS: Os resultados da pesquisa evidenciam diferenças significativas entre a implementação das diretrizes da Surviving Sepsis Campaign nas UTIs brasileiras e as práticas preconizadas pela campanha. Observou-se que, em muitas unidades, o tempo de administração do antibiótico foi mais prolongado do que o recomendado, com algumas UTIs registrando atrasos consideráveis no início do tratamento. Além disso, a adesão ao protocolo de monitoramento precoce da sepse variou, com algumas unidades não implementando estratégias de monitoramento contínuo tão rigorosamente quanto preconizado pela SSC. A reposição volêmica, um aspecto central no tratamento da sepse, também foi realizada de forma inconsistentes, com variações nas abordagens entre as UTIs. Essas diferenças foram associadas a resultados clínicos desfavoráveis, incluindo maior taxa de mortalidade e tempo de internação.

     

    CONCLUSÃO: A adesão parcial ou inadequada aos protocolos da Surviving Sepsis Campaign nas UTIs brasileiras compromete os desfechos clínicos dos pacientes com sepse, como evidenciado pelos atrasos no início do tratamento e na monitorização precoce. A análise sugere que uma implementação mais rigorosa das diretrizes da SSC pode contribuir para a redução da mortalidade e da duração da internação em pacientes sépticos. Para melhorar a eficácia do tratamento, é necessário investir na capacitação da equipe de saúde, no aprimoramento das estruturas hospitalares e na padronização dos protocolos em todos os níveis de assistência. A continuidade dos esforços para adaptar as diretrizes globais à realidade brasileira é crucial para otimizar a gestão da sepse nas UTIs do país.

     
  • Palavras-chave
  • Sepse, Unidade de Terapia Intensiva, Surviving Sepsis Campaign, Adesão a protocolos, Desfechos clínicos.
  • Modalidade
  • Comunicação oral
  • Área Temática
  • EIXO 7: ASSISTÊNCIA DA EQUIPE INTERDISCIPLINAR
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O I Simpósio Interligas foi realizado no Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual Vale do Acarau -  (UVA), Campus Derby (CCS). O evento reuniu acadêmicos, docentes e profissionais da área da saúde para debater temas essenciais da enfermagem, com foco na importância das Ligas Acadêmicas como espaços de aprendizado, pesquisa e extensão. Durante três dias, os participantes tiveram acesso a palestras, mesas-redondas, apresentação de trabalhos e minicursos, promovendo um ambiente de troca de experiências e construção de saberes.

 

  • EIXO 1: ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA CRIANÇA E ADOLESCENTE
  • EIXO 2: GESTÃO E CUIDADO NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
  • EIXO 3: ASSISTÊNCIA À SAÚDE EM SITUAÇÕES DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
  • EIXO 4: ASSISTÊNCIA AO PACIENTE EM CONTEXTO CLÍNICO E CIRÚRGICO
  • EIXO 5: ASSISTÊNCIA À MULHER NO CICLO GRAVÍDICO-PUERPERAL
  • EIXO 6: ASSISTÊNCIA À SAÚDE DO PACIENTE ONCOLÓGICO E EM FIM DE VIDA
  • EIXO 7: ASSISTÊNCIA DA EQUIPE INTERDISCIPLINAR
  • EIXO 8: PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL
  • EIXO 9: ASSISTÊNCIA NA SAÚDE CARDIOVASCULAR

Presidente docente do evento:

Jaciara Alves de Sousa

 

Presidente discente do evento:

Mauro Moura Brito Filho

 

Comissão Científica

Yara Kethellen Aguiar Costa

Mauro Moura Brito Filho 

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Jaciara Alves de Sousa

 

Comissão Organizadora

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Ana Beatriz Lima Fernandes 

Anna Glenda Albuquerque Pedro

Anne Mikaelle Pinheiro Cisne

Dária Maria Paiva Furtado 

Gabriel Lira da Silva 

Gabriel Silva Nascimento 

Georgia Fontenele Albuquerque de Vasconcelos 

Isabelle Maria Tertuliano Ribeiro 

João Victor Melo Grigorio 

Jeovâna de Castro Lopes de Vasconcelos 

Maria Meirylane Xavier

Mauro Moura Brito Filho  

Milena Lino Barros 

Rebeca Prado Costa 

Sarah Cristina Araújo Silveira 

Thais Lara Batista Menezes 

Yara Kethellen Aguiar Costa

Jaciara Alves de Sousa

 

Monitores

Amanda Viana Sousa           

Ana Luísa de Sousa Oliveira 

Ana Vitória do Nascimento Monte

Fabri Thierri Estevam Oliveira

Flaviane Albuquerque Vasconcelos 

Hellen de Paiva Szkura 

Josias Nogueira Pedrosa Junior

Juliana Texeira dos Santos 

Maria Amanda Matos Peres

 

caenfuva@gmail.com

DOI: https://doi.org/10.70271/250305.1112

ISBN: 978-65-01-35870-3