INTRODUÇÃO: A sepse é uma das principais causas de mortalidade em unidades de terapia intensiva (UTIs), demandando intervenções rápidas e eficazes. A Surviving Sepsis Campaign (SSC), estabelece diretrizes baseadas em evidências científicas para otimizar a abordagem clínica em pacientes sépticos. No entanto, a implementação dessas diretrizes enfrenta desafios em diferentes contextos, especialmente no Brasil, onde as condições estruturais, a equipe de saúde e a adesão a protocolos são variáveis. Dada a importância da sepse e os desafios da aplicação dos protocolos, esta pesquisa visa comparar as diretrizes da SSC com as práticas adotadas nas UTIs brasileiras, avaliando as diferenças e o impacto nos desfechos clínicos. A análise comparativa é essencial para identificar lacunas no atendimento e sugerir estratégias de melhoria na gestão da sepse.
OBJETIVO: O objetivo deste estudo é comparar as diretrizes da Surviving Sepsis Campaign (SSC) com as práticas clínicas observadas em UTIs brasileiras, destacando as discrepâncias na adesão aos protocolos e o impacto desses fatores nos desfechos clínicos dos pacientes. O estudo busca também avaliar o tempo de administração de antibióticos, monitoramento precoce, reposição volêmica e outros aspectos para o manejo da sepse.
MÉTODOS: Este estudo consiste em uma revisão integrativa da literatura realizada na plataforma SciELO, com a análise de 8 artigos publicados nos últimos 10 anos que abordam a implementação de protocolos de sepse em UTIs, com ênfase nas diretrizes da Surviving Sepsis Campaign. A revisão selecionou estudos que comparam as práticas adotadas nas UTIs brasileiras com as recomendações da SSC.
RESULTADOS: Os resultados da pesquisa evidenciam diferenças significativas entre a implementação das diretrizes da Surviving Sepsis Campaign nas UTIs brasileiras e as práticas preconizadas pela campanha. Observou-se que, em muitas unidades, o tempo de administração do antibiótico foi mais prolongado do que o recomendado, com algumas UTIs registrando atrasos consideráveis no início do tratamento. Além disso, a adesão ao protocolo de monitoramento precoce da sepse variou, com algumas unidades não implementando estratégias de monitoramento contínuo tão rigorosamente quanto preconizado pela SSC. A reposição volêmica, um aspecto central no tratamento da sepse, também foi realizada de forma inconsistentes, com variações nas abordagens entre as UTIs. Essas diferenças foram associadas a resultados clínicos desfavoráveis, incluindo maior taxa de mortalidade e tempo de internação.
CONCLUSÃO: A adesão parcial ou inadequada aos protocolos da Surviving Sepsis Campaign nas UTIs brasileiras compromete os desfechos clínicos dos pacientes com sepse, como evidenciado pelos atrasos no início do tratamento e na monitorização precoce. A análise sugere que uma implementação mais rigorosa das diretrizes da SSC pode contribuir para a redução da mortalidade e da duração da internação em pacientes sépticos. Para melhorar a eficácia do tratamento, é necessário investir na capacitação da equipe de saúde, no aprimoramento das estruturas hospitalares e na padronização dos protocolos em todos os níveis de assistência. A continuidade dos esforços para adaptar as diretrizes globais à realidade brasileira é crucial para otimizar a gestão da sepse nas UTIs do país.
O I Simpósio Interligas foi realizado no Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual Vale do Acarau - (UVA), Campus Derby (CCS). O evento reuniu acadêmicos, docentes e profissionais da área da saúde para debater temas essenciais da enfermagem, com foco na importância das Ligas Acadêmicas como espaços de aprendizado, pesquisa e extensão. Durante três dias, os participantes tiveram acesso a palestras, mesas-redondas, apresentação de trabalhos e minicursos, promovendo um ambiente de troca de experiências e construção de saberes.
Presidente docente do evento:
Jaciara Alves de Sousa
Presidente discente do evento:
Mauro Moura Brito Filho
Comissão Científica
Yara Kethellen Aguiar Costa
Mauro Moura Brito Filho
Jeovâna de Castro Lopes de Vasconcelos
Jaciara Alves de Sousa
Comissão Organizadora
Adriellen Maria de Sousa Xavier
Ana Beatriz Lima Fernandes
Anna Glenda Albuquerque Pedro
Anne Mikaelle Pinheiro Cisne
Dária Maria Paiva Furtado
Gabriel Lira da Silva
Gabriel Silva Nascimento
Georgia Fontenele Albuquerque de Vasconcelos
Isabelle Maria Tertuliano Ribeiro
João Victor Melo Grigorio
Jeovâna de Castro Lopes de Vasconcelos
Maria Meirylane Xavier
Mauro Moura Brito Filho
Milena Lino Barros
Rebeca Prado Costa
Sarah Cristina Araújo Silveira
Thais Lara Batista Menezes
Yara Kethellen Aguiar Costa
Jaciara Alves de Sousa
Monitores
Amanda Viana Sousa
Ana Luísa de Sousa Oliveira
Ana Vitória do Nascimento Monte
Fabri Thierri Estevam Oliveira
Flaviane Albuquerque Vasconcelos
Hellen de Paiva Szkura
Josias Nogueira Pedrosa Junior
Juliana Texeira dos Santos
Maria Amanda Matos Peres
caenfuva@gmail.com
DOI: https://doi.org/10.70271/250305.1112
ISBN: 978-65-01-35870-3