A promulgação da Constituição Federal de 1988 consolidou duas importantes inovações: a constitucionalização da Educação Ambiental (art. 225, §1º, VI) e da vedação da submissão de animais à crueldade (art. 225, §1º, VII). O diálogo entre essas inovações estimulou, na literatura científica, o reconhecimento de um novo eixo educacional, que passou a ser nominado de Educação Animalista e que, galgado nas normas jurídicas vigentes sobre Educação Ambiental, deveria ser promovido na educação formal e não formal, em todos os níveis de ensino, de forma transversal e inter/transdisciplinar. A Educação Animalista, portanto, também deve ser realizada nos Cursos de Licenciatura em Química existentes no Brasil, a exemplo daquele ofertado pelo IFBA, Campus Vitória da Conquista. Em razão disso, esta pesquisa objetivou investigar se, a partir do PPC de Licenciatura em Química do IFBA, Campus Vitória da Conquista, há elementos que favoreçam a inserção da Educação Animalista na formação dos discentes. A opção metodológica foi por uma pesquisa que recorreu à revisão bibliográfica e à análise documental, diante da necessidade de investigar-se os fundamentos teóricos e normativos da Educação Animalista, bem como o PPC do mencionado curso. A pesquisa possibilitou compreender que, apesar de não mencionar explicitamente a pauta do Direito Animal e da Educação Animalista, ao estabelecer a necessidade de inserção da Educação Ambiental no Curso de Licenciatura em Química do IFBA, Campus Vitória da Conquista, por consequência, estabeleceu a necessidade de inserção da Educação Animalista no Curso.
Comissão Organizadora
Simpósio Internacional de Pesquisa e Ensino
Benedito Eugenio
Comissão Científica
JULIANE FREIRE DOS SANTOS