Este artigo analisa criticamente as mudanças promovidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) na avaliação da produção intelectual científica dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu brasileiros no quadriênio 2025-2028. As alterações incluem a substituição do Qualis Periódicos pela avaliação direta de artigos e a adoção de três procedimentos (bibliométrico, híbrido e qualitativo) com o objetivo declarado de priorizar a qualidade em detrimento da quantidade. A pesquisa, de natureza documental e crítica, fundamenta-se na análise das normativas e fichas de avaliação, comparando os ciclos 2021-2024 e 2025-2028, com ênfase nos itens 2.3 Produção intelectual de discentes e egressos e 2.4 Pesquisa e produção intelectual dos docentes. Os resultados indicam que, embora o novo modelo represente avanços, como a valorização da originalidade e da produção nacional, ainda preserva traços da cultura métrica e produtivista, expressos na padronização e na comparação por percentis. Conclui-se que o impacto efetivo da reforma dependerá da apropriação crítica e ativa das diretrizes pela comunidade acadêmica, condição essencial para uma avaliação mais justa, ética e alinhada ao interesse público da ciência.
ISSN: 2965-4130
Comissão Organizadora
Victor Barros
Francisco Carlos Paletta
Comissão Científica
Armando Malheiro da Silva, Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Audilio Gonzales Aguilar, Université Paul-Valéry Montpellier III
Francisco Carlos Paletta, Universidade de São Paulo
José Antonio Moreiro, Universidade Carlos III de Madrid
Victor Barros, Universidade do Minho