A explosão informacional — em grande parte gerada e armazenada exclusivamente em formato digital — e a Indústria 4.0 resultaram em um volume considerável de informações e documentos, gerando preocupações entre especialistas quanto à adequada gestão da informação digital. O objetivo deste estudo é compreender se a administração pública brasileira demonstra preocupação com a informação digital que produz e com sua gestão, armazenamento, disseminação e preservação para acesso futuro. A metodologia consistiu em um levantamento bibliográfico realizado em bases de dados (Portal de Periódicos Capes e ProQuest), portais acadêmicos e portais da ciência da informação (OasisBr e BRAPCI), além de periódicos comerciais de artigos e notícias publicados nos últimos cinco anos. O intuito foi revisar a literatura sobre informação, informação digital e gestão da informação digital, bem como sua implementação pela administração pública, incluindo questões de preservação e disseminação da informação. Os resultados revelaram preocupações e desafios relacionados à gestão da informação digital pela administração pública brasileira, com repercussões negativas para as gerações futuras, além do estabelecimento de políticas públicas sem a devida fundamentação e sem dados históricos adequados. Conclui-se que a administração pública brasileira tem negligenciado a gestão de sua informação digital, devido à obsolescência de seus repositórios e servidores, ao baixo ou inexistente investimento na área e à própria natureza da política nacional, na qual secretarias e/ou ministérios são eliminados conforme mudanças no Poder Executivo. Ademais, a literatura relativamente escassa sobre o tema evidencia a necessidade de estudos adicionais.
ISSN: 2965-4130
Comissão Organizadora
Victor Barros
Francisco Carlos Paletta
Comissão Científica
Armando Malheiro da Silva, Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Audilio Gonzales Aguilar, Université Paul-Valéry Montpellier III
Francisco Carlos Paletta, Universidade de São Paulo
José Antonio Moreiro, Universidade Carlos III de Madrid
Victor Barros, Universidade do Minho