A consolidação da Ciência Aberta demanda estruturas robustas de organização, integração e rastreabilidade da informação científica, nas quais os identificadores persistentes desempenham papel central. Este estudo investiga, em larga escala, o nível de adoção de identificadores persistentes no sistema científico brasileiro, considerando a presença de ORCID em perfis de pesquisadores e de DOI em diferentes tipologias de produção científica registradas na Plataforma Lattes. A partir da análise de mais de nove milhões de currículos acadêmicos, identificou-se uma baixa incidência de ORCID entre os pesquisadores, bem como uma adoção heterogênea de DOI entre os distintos tipos de publicação. Os resultados evidenciam assimetrias estruturais na organização da informação científica, indicando maior maturidade em periódicos e fragilidades em produções como anais de eventos e livros. Discute-se, à luz desses achados, o impacto da ausência de identificadores na visibilidade, interoperabilidade e avaliação científica, apontando para a necessidade de políticas institucionais e estratégias tecnológicas voltadas à ampliação do uso desses mecanismos no Brasil.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica