A Inteligência Artificial (IA) consolidou-se como vetor central da transformação digital contemporânea, promovendo mudanças estruturais nos processos de Gestão do Conhecimento (GC) organizacional. Este artigo aborda o papel emergente dos agentes de IA autônomos como mediadores e catalisadores da GC, analisando a transição do modelo SECI (Socialização, Externalização, Combinação, Internalização), proposto por Nonaka e Takeuchi (1995), para o framework GRAI (Generative, Receptive, Artificial Intelligence), desenvolvido por Böhm e Durst (2026). Por meio de revisão sistemática da literatura, o estudo identifica como os agentes de IA redefinem as quatro macroetapas da GC: aquisição, armazenamento, disseminação e aplicação. A análise revela que os agentes de IA constituem novos atores epistêmicos nas organizações, capazes de participar ativamente dos processos de criação, refinação e disseminação do conhecimento. Os achados contribuem para o avanço teórico ao mapear transformações, benefícios e desafios dessa nova geração de sistemas inteligentes, oferecendo subsídios para a prática da GC na era da IA agêntica.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica