As desigualdades de gênero na ciência permanecem como um desafio estrutural, especialmente em áreas historicamente masculinizadas, como a Engenharia. Este estudo investiga os impactos da maternidade na trajetória acadêmica e na produção científica de pesquisadoras brasileiras, com base em dados da Plataforma Lattes e fontes complementares. A abordagem metodológica combina técnicas bibliométricas e cientométricas com análise temporal de indicadores como produção científica, captação de recursos, progressão na carreira e participação em redes de colaboração. Os resultados indicam que a maternidade está associada a variações significativas na produtividade científica, especialmente no período imediatamente posterior ao afastamento, com reflexos também na dinâmica de colaboração e avanço profissional. Além disso, observam-se desigualdades persistentes entre diferentes áreas da Engenharia, sugerindo a influência de fatores estruturais e institucionais. O estudo contribui para o debate sobre avaliação científica e equidade de gênero, destacando a necessidade de políticas institucionais que considerem especificidades da trajetória feminina na ciência.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica