A transformação digital na saúde exige que a formação de enfermeiros integre competências informacionais sólidas para garantir a segurança do paciente e a qualidade da assistência baseada em evidências. Atualmente, a prática clínica, em certos momentos, se baseia em experiências pessoais, revelando dificuldades dos profissionais em localizar e avaliar criticamente informações científicas. Para enfrentar esse cenário, propõe-se um modelo de competências estruturado em conhecimentos, habilidades e atitudes, organizado em dimensões que abrangem desde o reconhecimento da necessidade de informação até a aplicação e o compartilhamento do conhecimento. Os resultados indicam que a competência informacional é um processo contínuo e interdisciplinar, essencial para a atuação em ambientes de alta densidade tecnológica e telessaúde. No entanto, persistem lacunas na formação acadêmica, especialmente no uso sistemático de dados e na avaliação de evidências. A integração dessas habilidades nos currículos de enfermagem torna-se um eixo estratégico para a prática profissional na sociedade digital, permitindo que o enfermeiro interprete indicadores, utilize sistemas interoperáveis e colabore de forma eficaz em equipes multiprofissionais. Desse modo, fortalecer a prática e a formação em enfermagem dependem de qualificação profissional no uso ético, crítico e responsável da informação tecnológica.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
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Rodrigo Garcia
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Karina Satie kawashita
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