Este estudo analisa a comunicação no âmbito do Poder Judiciário brasileiro como uma barreira ao acesso à justiça, à luz da transformação digital, com foco no potencial da inteligência artificial generativa como instrumento de apoio à simplificação da linguagem jurídica. A pesquisa, de natureza qualitativa e exploratória, foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e documental, complementada pela análise de dados provenientes de estudo anterior realizado pela autora. A partir da técnica de análise de conteúdo, foram identificadas categorias relacionadas às dificuldades de compreensão da linguagem jurídica, à ausência de padronização na comunicação e à limitação no acesso à informação clara e acessível. Os resultados evidenciam que, apesar da ampliação dos serviços digitais, persistem barreiras comunicacionais que comprometem a efetividade do acesso à justiça. Nesse contexto, a inteligência artificial generativa apresenta-se como ferramenta estratégica para a tradução de conteúdos jurídicos em linguagem acessível, contribuindo para a democratização da informação e o fortalecimento da cidadania. Conclui-se que a melhoria da comunicação, aliada ao uso de tecnologias baseadas em IA, é condição essencial para a efetividade do acesso à justiça em uma sociedade digital.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica