A expansão da Inteligência Artificial (IA) intensificou processos automatizados de organização e recuperação da informação, frequentemente apresentados como autônomos. Entretanto, esses sistemas dependem de infraestruturas classificatórias e de processos de representação da informação desenvolvidos no campo da Organização da Informação e do Conhecimento. Este artigo discute a relação entre Sistemas de Organização do Conhecimento (SOC), IA e trabalho informacional invisibilizado. Trata-se de uma pesquisa teórica, qualitativa e exploratória, baseada em revisão bibliográfica narrativa. A análise evidencia que os discursos de automação tendem a ocultar mediações humanas, especialmente atividades de classificação, produção de metadados e anotação de dados. Conclui-se que compreender criticamente a IA exige reconhecer a centralidade das infraestruturas classificatórias e do trabalho informacional na sustentação dos ambientes digitais contemporâneos.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica