Resumo. Este estudo analisa as percepções de 33 revisores científicos da área da saúde, distribuídos em 12 países, acerca do uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) na revisão por pares. A pesquisa, de abordagem mista, combina análise quantitativa descritiva e análise qualitativa interpretativa a partir de questionário estruturado. Os resultados são organizados em três eixos: (1) discussão sobre governança editorial da IA, (2) formulação de diretrizes baseadas nas percepções dos revisores e (3) construção de uma tipologia de perfis frente ao uso dessas tecnologias de IA. Os resultados revelam que dentro do recorte analisado de 33 pesquisadores, a grande maioria dos respondentes reconhecem o potencial das tecnologias de IA como ferramenta auxiliar, especialmente em tarefas técnicas como detecção de plágio e revisão textual. Por outro lado, rejeitam sua utilização como forma de substituir o julgamento do mérito científico. Questões como confidencialidade de dados, vieses algorítmicos e responsabilidade ética emergem como principais barreiras à adoção ampla dessas ferramentas. Conclui-se que há demanda por regulação institucional e que a integração das soluções baseadas em IA na revisão por pares deve ocorrer de forma controlada, transparente e alinhada aos princípios da comunicação científica.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica