As revoluções industriais são amplamente estudadas devido a sua importância tecnológica e, consequentemente, por conta dos avanços econômicos que as mesmas proporcionaram à humanidade. As primeiras revoluções demarcaram avanços tangíveis da produção em massa, porém, a partir da terceira revolução, em meados dos anos de 1960, deu-se o pontapé inicial àquilo que vivemos hoje: a era digital. Entre tantas coisas, o advento da internet – ponto chave da terceira revolução industrial – abriu caminho para que a revolução à seguir mudasse os rumos da organização do conhecimento. Hoje, nós, enquanto humanidade, vivenciamos a quarta revolução industrial que, diferentemente das demais, traz a um produto não tangível como marcador de sua mudança na história humana: a informação. O excesso informacional oriundo da quarta revolução industrial trouxe, traz e seguirá trazendo diversas consequências às relações sociais, dentre elas, o alvo deste estudo, à deformação na informação. Com o tsunami de dados criados e geridos à cada segundo, o mundo tem se degenerado em informações de todos os tipos: das factuais e realistas as fantasiosas e pós-verídicas. Neste sentido cabe analisar como excesso de informação, a manipulação da informação e ascenção da mesma enquanto um produto sócio-político-econômico da era em que vivemos, pode proporcionar alterações significativas nos conhecimentos tácitos e explícitos e, por conseguinte, alterar os rumos de culturas, democracias e processos políticos através da desinformação.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica