Este artigo discute a alfabetização algorítmica como dimensão emergente da atuação do profissional da informação em bibliotecas universitárias diante da inteligência artificial generativa. Parte-se do pressuposto de que o uso responsável desses sistemas não depende apenas de habilidades instrumentais, como a formulação de comandos, mas da capacidade de compreender, avaliar e mediar criticamente processos algorítmicos que produzem, selecionam e sintetizam informações. O objetivo é analisar como bibliotecas universitárias podem contribuir para a formação de usuários capazes de reconhecer limites, riscos e condições de confiabilidade das respostas geradas por IA. Metodologicamente, o estudo caracteriza-se como reflexão teórico-conceitual, fundamentada nos debates sobre competência em informação, alfabetização algorítmica, letramento em IA e mediação crítica. Argumenta-se que a biblioteca universitária pode orientar usuários na avaliação de fontes, identificação de erros, percepção de vieses, validação humana e uso ético da informação automatizada em contextos acadêmicos, fortalecendo autonomia, responsabilidade e aprendizagem crítica dos sujeitos sociais envolvidos.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica