O presente trabalho tem como problema de pesquisa a crescente ameaça de apagamento e distorção das narrativas de periferias, povos originários e grupos minorizados diante das “alucinações” e vieses dos LLMs, que reproduzem hegemonias do Norte Global; seus objetivos são reposicionar arquivos e bibliotecas comunitárias como agentes críticos da distribuição equitativa da informação e propor um framework ético-metodológico que instrumentalize tais instituições com uma Competência Algorítmica Crítica; a metodologia adotada insere-se nas Humanidades Digitais e na Cultura Computacional, combinando revisão bibliográfica sistemática (2022–2026) em áreas como Ciência da Informação e IA Ética com a elaboração do Framework PRISMA, fundamentado na tecnologia RAG, que obriga sistemas de IA a responder exclusivamente a partir de acervos comunitários controlados; os resultados preliminares alcançados demonstram que o PRISMA, estruturado em quatro camadas — Ancoragem Ética, Vetorização Crítica, Recuperação Ancorada e Auditoria Comunitária — neutraliza alucinações algorítmicas, impede o extrativismo de dados e fortalece a soberania informacional, garantindo que a síntese automatizada respeite a autoria e a integridade das narrativas marginalizadas; assim, a pesquisa conclui que a transformação digital inclusiva depende da apropriação crítica das tecnologias emergentes pelas margens sociais, reposicionando a IA como instrumento de emancipação comunitária e preservação da memória coletiva.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica