A gestão da informação e a organização do conhecimento enfrentam o desafio de transformar conteúdo textual não estruturado em metadados consistentes e recuperáveis, semanticamente vinculados a vocabulários específicos de domínio. Em contextos de saúde digital, esse desafio é intensificado pela variação terminológica, por menções secundárias a assuntos e por diferentes níveis de relevância informacional. Avanços recentes em inteligência artificial generativa (IA generativa) oferecem alternativas promissoras para a extração, classificação e padronização semântica de entidades textuais. Este artigo apresenta uma abordagem metodológica para desenvolver tagbots semânticos apoiados por IA generativa, avaliada por meio de um estudo de caso no Portal Afya. O problema aplicado consiste em estabelecer vínculos semânticos entre os artigos do portal e uma taxonomia interna de doenças baseada na Classificação Internacional de Doenças, 11ª Revisão (CID-11). A metodologia adota a Design Science Research, compreendendo ciclos iterativos de construção, refinamento e avaliação do artefato, com melhorias sucessivas nos critérios de extração, pontuação, seleção e padronização de tags. Os resultados indicam que a combinação de extração automatizada, critérios explícitos de relevância e aproximação a uma taxonomia de domínio pode gerar metadados mais consistentes para a recuperação da informação. Como contribuição, o estudo propõe um processo metodológico adaptável a outros contextos informacionais que exigem a organização semântica de conteúdo textual.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica