O avanço acelerado da Inteligência Artificial (IA), especialmente de sistemas generativos e algorítmicos, tem provocado transformações significativas nos processos de produção, organização e mediação da informação, impactando diretamente a Ciência da Informação e a atuação do bibliotecário. Nesse contexto, a Governança de IA emerge como um conjunto de princípios, mecanismos e práticas voltados à gestão ética, transparente e responsável dessas tecnologias. O presente artigo busca analisar como o bibliotecário e o cientista da informação podem atuar na Governança de IA, considerando as competências históricas da área relacionadas à curadoria de dados, organização do conhecimento, ética da informação e mediação crítica. A pesquisa possui caráter exploratório e abordagem qualitativa, fundamentando-se em levantamento bibliográfico realizado nas bases Scielo, ScienceDirect e Google Acadêmico, com recorte temporal entre 2022 e 2026. Os resultados indicam que competências tradicionais da Ciência da Informação, como gestão de dados, controle terminológico, desenvolvimento de metadados, auditabilidade e letramento informacional, apresentam forte aderência às demandas contemporâneas da Governança de IA. Conclui-se que o bibliotecário possui potencial estratégico para atuar na supervisão crítica de sistemas automatizados, contribuindo para práticas de transparência algorítmica, mitigação de vieses e fortalecimento do modelo humano no circuito em ambientes institucionais e corporativos.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica