O AURA-T é analisado como uma infraestrutura informacional para teletriagem orientativa e não diagnóstica em neurodesenvolvimento. Com base em uma experiência inicial de formação e implementação municipal com 56 respondentes, majoritariamente profissionais da educação, o estudo examina como sinais do desenvolvimento, relatos familiares, observações escolares e demandas intersetoriais podem ser organizados em informação estruturada, rastreável e eticamente governada. A partir do método quadripolar, a análise articula Ciência da Informação, saúde digital, neuroética, design centrado no humano, adoção tecnológica e marcos legais brasileiros. Os resultados indicam que o AURA-T não deve ser entendido como ferramenta diagnóstica, formulário ou prontuário eletrônico, mas como infraestrutura sociotécnica de apoio à decisão humana, qualificação de encaminhamentos, comunicação intersetorial e mediação responsável do cuidado em jornadas neurodivergentes.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica