Este estudo analisa a Gestão da Informação diante da adoção obrigatória de sistemas informatizados na Administração Pública, motivada pelo Decreto nº 8.539/2015. O objetivo da pesquisa é investigar como a tecnologia altera os processos informacionais práticos e teóricos sob a perspectiva interdisciplinar da Ciência da Informação e da Arquivologia. Através de uma metodologia exploratório-descritiva e documental, o trabalho constata que a mera digitalização imposta transforma repositórios institucionais em depósitos caóticos de dados, dificultando a localização ágil da informação. O decreto governamental busca garantir eficiência e transparência, contudo, falha ao não exigir conformidade explícita com preceitos arquivísticos, planos de preservação digital ou a manutenção de repositórios confiáveis. Essa omissão crítica gera o risco de adoção de sistemas genéricos de negócio em detrimento de Sistemas Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos (SIGADs). Conclui-se que a tecnologia, quando isolada da práxis arquivística, tende a agravar a desordem no meio digital. Para assegurar a proteção do patrimônio intelectual e a tomada de decisão, é essencial que os sistemas incorporem metadados rigorosos, classificação na origem, interoperabilidade e contemplem o ciclo vital da informação
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica