O presente estudo analisa elementos teóricos e práticos de como a tecnologia altera os processos informacionais na preservação de documentos, focando nos desafios da curadoria frente a adoção do Processo Eletrônico Nacional (PEN). Embora a informatização traga agilidade e transparência, ela introduz vulnerabilidades críticas à memória institucional, ampliando o risco de perda do valor probatório e apagamento digital. Metodologicamente, a pesquisa utiliza uma abordagem exploratório-descritiva baseada na análise documental de leis, normativas e diretrizes do PEN. Os resultados apontam que as plataformas do PEN priorizam a automação do fluxo de trabalho, atuando mais como sistemas de Gerenciamento Eletrônico de Documentos do que como verdadeiros Sistemas Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos. Observa-se também a ausência de integração com Repositórios Arquivísticos Digitais Confiáveis (RDC-Arq), o que rompe a cadeia de custódia informacional. Conclui-se que a preservação digital demanda uma curadoria proativa. Para garantir a preservação arquivística digital autêntica e duradoura, é fundamental integrar políticas arquivísticas, como o modelo e-ARQ Brasil, à arquitetura tecnológica.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica