A pesquisa segue bases teóricas de contestação à ciência positivista, como colonizadora ao conhecimento popular, para tanto lançando mão de referencial teórico que aborda o tema do saber como construção social, sob a perspectiva decolonial. Portanto, o objetivo geral passa a ser ressignificar a concepção do conhecimento científico pelo viés empírico-social que resgata as contribuições do senso comum. Como caminhos transversais, os objetivos específicos seguiram em: estabelecer diálogo com autores da Ciência da Informação e áreas do campo sociopolítico; descortinar os aspectos coloniais do discurso positivista; e expor o sentido de verdade conjugado aos princípios éticos. A metodologia ateve-se à pesquisa bibliográfica, com seletividade das autorias que propõem desconstruções dos paradigmas clássicos sobre cientificidade. Daí trata-se de uma abordagem qualitativa, por trazer à reflexão pensamentos que delineiam entendimentos amplamente difundidos ao favorecimento da racionalidade totalitária, mas também contra-argumentada por opositores, oportunizando rupturas com as normativas acadêmicas enraizadas. Aos resultados, encontra-se a implícita ideologia de manutenção do status quo, nas narrativas que desacreditam os contributos advindos da subjetividade humana, frutificado das relações socioculturais que fogem à sistematização pelo método. Em conclusão, é reconhecida a modelagem científico-social do conhecimento, e que a verdade consta como princípio ético quando forjado do diálogo com o senso comum emancipatório.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica