Este estudo propõe uma análise crítica das transformações do comportamento informacional da população em decorrência da consolidação da internet e do acesso à informação em ambientes digitais, como blogs, artigos e redes sociais, com foco nas vivências femininas. Fundamenta-se principalmente a partir dos conceitos de regimes de informação desenvolvidos por Frohmann (1995) e González de Gómez (2002) e do conceito de infocracia discorrido por Han (2022). O objetivo central desta pesquisa é investigar as estruturas e o uso da informação na internet e as práticas de apropriação da informação dos usuários, com base em um recorte analítico direcionado ao público feminino. Em sua metodologia caracteriza-se como uma revisão de literatura qualitativa de caráter básico, realizada através do levantamento bibliográfico nas bases de dados Brapci e Google Scholar. Busca a compreensão do impacto do acesso à informação na autonomia, na segurança, na autopercepção e construção identitária de mulheres. Os resultados alcançados indicam que o ambiente digital atua diretamente na promoção da segurança e da emancipação feminina, viabiliza denúncias referentes a violências de gênero, auxilia na difusão de estratégias de autoproteção e no estímulo a independência financeira, e conecta diversos tipos de mulheres através de suas experiências. Por outro lado, também permite a proliferação de conteúdos inverídicos e/ou tendenciosos produzidos por emissores sem legitimação profissional e técnica, fomenta tendências efêmeras e/ou arriscadas para a saúde e segurança das mulheres e eventualmente distorce a autopercepção feminina. Desta forma, conclui-se sobretudo a influência da infocracia no cotidiano dessa parcela da sociedade.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica