Pesquisa que objetiva analisar como a personalização algorítmica reconfigura serviços públicos digitais. Trata-se de um estudo que se caracteriza como básico, teórico, exploratório, bibliográfico, documental e qualitativo, que faz uso de três aspectos analíticos para interpretar essa reconfiguração: mediação da informação, governança informacional e desigualdade de acesso. Os resultados indicam que sistemas algorítmicos passam a desempenhar funções mediadoras ao selecionar conteúdos, priorizar informações e estruturar trajetórias de navegação nos serviços públicos digitais. Também apontam que a automação de fluxos informacionais amplia demandas por transparência institucional, supervisão de sistemas automatizados e controle sobre decisões algorítmicas. Ainda, sinalizam que diferenças relacionadas a competências digitais, escolaridade e apropriação da informação podem condicionar formas desiguais de acesso e uso de serviços públicos digitais automatizados. Conclui-se que a personalização algorítmica reconfigura serviços públicos digitais ao deslocar parte das dinâmicas de interação entre cidadãos e governo para sistemas automatizados, o que provoca implicações informacionais, éticas e sociais.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica