Este artigo investiga de que forma as redes sociais contribuem para a reprodução e amplificação da violência política de gênero, especialmente contra mulheres em espaços de poder. O objetivo maior é compreender os mecanismos digitais e informacionais que alimentam essa violência, considerando suas manifestações no ambiente online. A metodologia adotada baseia-se em uma revisão bibliográfica, com análise de produções acadêmicas e documentos institucionais relativos ao tema. Os resultados revelam que, embora as redes sociais potencializem a participação política, também se tornaram espaços de violência simbólica, onde discursos misóginos, inferiorização e ameaças de ódio predominam, especialmente contra mulheres. Destaca-se ainda que os algoritmos dessas plataformas favorecem conteúdos polarizadores, reforçando esses discursos e dificultando o enfrentamento das práticas discriminatórias. A legislação brasileira, representada pela Lei nº 14.192/2021, amplia o quadro jurídico de proteção contra essa violência, reconhecendo sua dimensão digital. Conclui-se que a Ciência da Informação possui ferramentas essenciais, como sistemas de monitoramento baseados em processamento de linguagem natural, capazes de identificar conteúdos ofensivos e contribuir na elaboração de políticas públicas eficazes. O estudo reforça a necessidade de aprofundar investigações, utilizando métodos como netnografia e análise de conteúdo, para enfrentar o fenômeno de forma mais efetiva.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica