Este resumo expandido discute o limbo de autoria produzido pelo uso de inteligência artificial na elaboração de textos acadêmicos, científicos, legais e tecnológicos. A tese central é que iniciativas de declaração de uso de IA existem e são relevantes, mas ainda estão fragmentadas, pouco integradas aos sistemas de publicação e longe de serem onipresentes. Uma nova literatura cinzenta pode estar surgindo dentro da própria literatura formal: textos com participação relevante de IA, mas sem declaração clara de uso, prompts, níveis de contribuição ou responsabilidade humana. O problema de pesquisa é o que deve ser feito por revistas, eventos, universidades, tribunais, órgãos públicos e organizações. A proposta defende declaração explícita de uso de IA em todas as publicações, níveis ou selos de participação da IA, transparência de prompts e proveniência, políticas públicas e autoria humana responsável. A contribuição é separar riscos técnicos, como alucinações e qualidade, do problema mais profundo de autoria, responsabilidade e rastreabilidade informacional.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica