Este artigo analisa os desafios éticos decorrentes do uso e da manipulação de imagens pela imprensa digital e impressa, considerando seu papel como registro histórico e prova documental. Parte-se da premissa de que as tecnologias modernas de edição erodiram o conceito de "verdade fotográfica". O foco, portanto, é investigar como a ética pode responder a essa escalada tecnológica para assegurar a validação das imagens, cuja vulnerabilidade intrínseca coloca em xeque práticas de manipulação que são perigosamente normalizadas e aceitas socialmente.
A metodologia adotada combina pesquisa bibliográfica e documental com a análise de estudos de caso emblemáticos, nos quais a manipulação de imagens foi fundamental para a construção de narrativas falsas.
Como principal conclusão, destaca-se que a popularização dos smartphones e seus recursos de edição amplificou o uso de imagens, consolidando-as como uma das formas mais universais de comunicação na sociedade contemporânea. Diante desse cenário, propõe-se a figura de um "mediador ético" como uma alternativa para restaurar a credibilidade da imagem, sob o risco de que este recurso se torne uma fonte de suspeita em vez de certeza. O estudo reforça, por fim, a importância da Ética da Informação e a necessidade de desenvolver mecanismos que garantam um ambiente informacional mais seguro na infosfera.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica