Investiga-se a capacidade dos Grandes Modelos de Linguagens (do inglês Large Language Models - LLMs) na indexação automática de recursos educacionais. Para tanto, desenvolveu-se um estudo de caso envolvendo ChatGPT Plus, DeepSeek e Gemini, comparando-os aos desempenhos dos autores científicos e dos bibliotecários. A abordagem metodológica inclui a adoção de critérios de correspondência que permitiu estabelecer diferentes níveis de abrangência e de progressão. Os dados foram analisados à luz das medidas de precisão, abrangência e F-measure. Os modelos apresentaram resultados semelhantes às palavras-chave atribuídas pelos autores. Por outro lado, a correspondência com os descritores incluídos pelos bibliotecários apresentou a menor correspondência. Ou seja, os LLMs se aproximaram mais da indexação derivada (extração direta do documento) do que da indexação por atribuição (linguagem artificial), empregada pelos bibliotecários. Conclui-se que, com base nos resultados, esses modelos são capazes de realizar a indexação semântica. Contudo, há dificuldade em reproduzir a lógica padronizada, institucional ou técnica da indexação bibliotecária, sendo necessário ampliar os estudos.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica