Este trabalho analisa os crimes cibernéticos a partir da INFOÉTICA desenvolvida por Luciano Floridi, compreendendo-os não apenas como ilícitos técnicos ou jurídicos, mas como fenômenos que afetam estruturalmente a integridade da infosfera contemporânea. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza teórico-analítica, fundamentada em revisão bibliográfica e análise interpretativa de casos empíricos relacionados à privacidade, desinformação, propriedade intelectual, acesso à informação e segurança digital. O referencial teórico articula as contribuições de Floridi (2013; 2023) com autores como Helen Nissenbaum, Shoshana Zuboff, Manuel Castells, Lawrence Lessig, Cass Sunstein e Wardle e Derakhshan. A análise demonstra que os cinco pilares éticos da INFOÉTICA operam de forma interdependente, produzindo impactos simultâneos sobre diferentes dimensões da vida social, política e institucional. Os casos examinados evidenciam que práticas como vigilância digital, ataques ransomware, exploração massiva de dados, desinformação automatizada e conflitos envolvendo inteligência artificial generativa ultrapassam o domínio tecnológico e comprometem condições fundamentais de confiança, participação e estabilidade informacional. Conclui-se que abordagens exclusivamente técnicas ou regulatórias são insuficientes para enfrentar a complexidade dos crimes cibernéticos, exigindo modelos de governança capazes de articular ética, tecnologia e gestão da informação na preservação da integridade da infosfera.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica