O avanço acelerado da Inteligência Artificial (IA), especialmente das ferramentas generativas capazes de produzir imagens sintéticas e conteúdos audiovisuais hiper-realistas, tem ampliado possibilidades criativas, mas também intensificado dilemas éticos relacionados à autoria, à transparência e à confiabilidade informacional. Este trabalho tem como objetivo discutir os desafios éticos associados às imagens geradas por IA, aos deepfakes e à responsabilidade informacional, com ênfase na Ciência da Informação e no papel do bibliotecário diante da crescente circulação de conteúdos sintéticos. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva, de abordagem qualitativa, fundamentada em levantamento bibliográfico e documental, baseada em documentos normativos e produções científicas sobre ética da IA, autoria, desinformação e competência informacional. A discussão articula contribuições da UNESCO, Luciano Floridi, Francisco Carlos Paletta, Ankita Das e Sanjana Santra, Liv Hausken, Peng et al., Zolynski, Friedman e David Lankes. Os resultados apontam que, embora a IA represente uma tecnologia de grande potencial para produção, acesso e democratização da informação, a proliferação das imagens sintéticas amplia riscos relacionados à apropriação estética, à manipulação imagética e à desinformação visual. Conclui-se que a expansão dessas tecnologias exige abordagens éticas interdisciplinares, maior transparência no uso de conteúdos sintéticos e fortalecimento da competência informacional para promover uma relação crítica e responsável com a IA.
Comissão Organizadora
Gabriel Felipe Cotta Cirino
Francisco Paletta
Victoria Siqueira Pereira
Mariane Alves Antunes
Rodrigo Garcia
Victor Barros
Karina Satie kawashita
Comissão Científica